Voltar ao topo

Ken Levine elogia Breath of the Wild

O Criador de System Shock 2 e Bioshock parabeniza os desenvolvedores por reinventarem a série com mais de 30 anos de tradições

Ken Levine é conhecido por coordenar a criação de jogos narrativamente impactantes, como o System Shock 2, o Bioshock original e Bioshock Infinite. Em um artigo escrito para o site da Polygon, ele descreve como The Legend of Zelda:  Breath of the Wild é primoroso em reinventar a série.

Quando você inicia Breath of the Wild, ele te joga na versão de Hyrule dos consoles atuais sem uma longa sequência narrativa. O mundo se abre para você de maneira generosa, ao invés de dar isso de pouco em pouco.

Ele também comenta o quão prazeroso é se pender pelo vasto mundo de Hyrule, e que o jogo quer que você se perca por ele e que não importa a forma como você descubra as soluções para enigmas ou batalhas, o jogo o incentiva a ser inventivo sem lhe penalizar por pensar fora da caixa.

BotW mistura o sistemas e combates atemporais de Zelda com um prazer de perambular bem relaxante. Ele combina ideias de design de mais de 30 anos com engines de simulação primorosas. Ele cria um mundo de física onde o calor gera corrente ascendente e as galinhas podem voar. As consistentes e robustas regras da física desse mundo permitem que você resolva os enigmas e as lutas do jogo como você bem entender, não como alguns designers de jogo o obriguem a fazê-lo.

Nisso ele reflete um pouco sobre o medo que há em tentar mudar as convenções tão bem estabelecidas e amadas e como esse medo pode levar ao desgaste do tempo.

Como você supera o medo de que mudar uma obra-prima pode cobrir sua magia? E o pior medo, mais profundo: e se as pessoas mais novas encontrarem maneiras de melhorá-la?

Esse é o medo da obsolescência. E esse medo nos torna rígidos. E a rigidez é o inimigo da invenção. Embora possa existir um mundo onde eles mudaram Zelda e eliminaram ou adicionaram algo que perturbou o equilíbrio alquímico da série, fico feliz em dizer que não é o mundo onde nós vivemos.

Por fim, ele encerra o artigo parabenizando toda a equipe por não viver no passado, mas pela coragem que tiveram em tentar algo novo e o quão bem-sucedido eles foram com o produto que tinham visionado.

Eu me sinto compelido a aplaudir as pessoas da equipe de Breath of the Wild, não apenas por sua visão, mas pela coragem que eles tiveram de mexer com uma fórmula já consagrada. É fácil mudar pelo bem da mudança, porém é realmente difícil fazê-lo direito.

A vitória de Breath of the Wild é multifacetada. É possível vê-la na direção de arte diferenciada. Você pode ouvi-la no design de som meticuloso. Você pode sentir isso em seus sistemas aprimorados. Mas o que torna o jogo em uma obra-prima é ser esse elo com o nosso passado, sem necessariamente repetí-lo.

Caso queiram ler o artigo na íntegra (em inglês), clique AQUI.

 

Diretor de traduções do site, participante dos podcasts do site. Também desenho quando dar na telha

Comentários

  • Popular
  • Recente
  • Enquete
No dia 12 de Junho, às 13:00 (horário de Brasília) a Nintend...
sab, 16/06/2018 - 11:14
No dia 02 de maio de 2014 o nosso canal do Hyrule Legends no...
qua, 02/05/2018 - 03:51
No final de janeiro noticiamos que BotW detinha a marca his...
sab, 28/04/2018 - 10:33
Duração: 1 h 22 min 23 s YouTube Download mp3 (57,4 MB)...
seg, 23/04/2018 - 21:37
O que mais te empolgou em Breath of The Wild?