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The Legend of Deixei Pra Depois

A equipe HL tem, excepcionalmente hoje, às vésperas do Zelda Day, uma revelação bombástica a fazer. Preparem-se. Sentem-se ou segurem-se em algo próximo:

- Nós não terminamos todos os jogos da série The Legend of Zelda. Na verdade, existem jogos que cada um de nós nem jogamos.

Mas vamos com calma: antes que aconteça um impeachment dos membros da equipe, vamos lembrar que a série Zelda existe há 29 anos e já teve 18 jogos principais além dos muitos spin-offs. Mesmo os fãs de um diretor de cinema ou de um escritor teriam dificuldades para se manter intactos na apreciação de um número assim de obras – além de um jogo de videogame, para ser terminado, levar bem mais do que o tempo que um filme, mais ou menos o tempo de um livro, mas ter o fetiche do preço mais alto e depender da plataforma na qual cada jogo roda.

Então todos nós temos aquele The Legend of Zelda específico que, por algum motivo, ainda não terminamos, ou talvez sequer jogamos. Ou quem sabe aquele que, por conta dos caminhos que a vida toma, começamos mas paramos – para retomar somente muito tempo depois ou então não tendo retomado até hoje.

Veja a seguir as principais falhas de caráter que cada membro da equipe encontrou em si mesmo:

Twero

Há uma boa quantidade de Zeldas que pretendo jogar no futuro, como o Zelda II, Link's Awakening, a série Oracles e o Tri Force Heroes. Infelizmente teve um que eu comecei e que não tenho a mínima vontade de voltar a jogar, que é o Four Sword Adventures, para o Game Cube. E teve um que eu joguei, nunca mais toquei e que requer uma atenção especial: o Majora's Mask.

Eu fui até o Deku Palace, mas dois fatores me desmotivaram e me fizeram largar o jogo: o sistema de três dias e a distância entre os savepoints. O primeiro motivo me pressionava a fazer as coisas com pressa, fora que eu temia em não conseguir realizar as coisas dentro do tempo previsto (até onde eu fui eu não tinha a Inverted Song of Time) e ficava com receio em ter que repetir as mesmas dungeons novamente quando voltava no tempo. Já o segundo motivo me desanimava em ter que voltar aos savepoints que ficavam muito distantes e caso eu precisasse desligar a qualquer hora o 64 eu perdia boa parte do progresso.

Mas soube que no remake pro 3DS a Nintendo fez alguns ajustes em relação aos savepoints e em breve poderei enfim terminar minhas aventuras em Termina!

Chapo

Four Swords.

Viva, a Nintendo me deu um Zelda de graça! Maravilha, né? Eu tenho um jogo digital que é raro, porque simplesmente não é mais distribuído, nem mesmo para quem queira pagar. Tinha que ser mantida a posição do Zelda mais inacessível de todos os tempos. Ou nem tanto: agora é possível controlar dois Links e brincar sozinho. Bom, bom. Não tenho ninguém por perto com 3DS para jogar comigo.

Acontece que, sem zoeira com os amigos esse jogo é simplesmente chato. Recentemente me contaram de um cara que passou a desprezar a Nintendo porque seus jogos são do tipo de juntar a galera no sofá de sua casa pra curtir junto, e ele aparentemente virou algum adulto ranzinza sem amigos. Para (quase) qualquer outro Zelda ele estaria errado, mas para Four Swords e vários outros títulos dessa companhia, essa é a verdade.

Joguei, sim, lutei contra o Vaati, até. A aventura é bem curta. Agora, mais de quatro anos depois, ainda não tive vontade de voltar lá e pegar as silver keys, golden keys e sei lá mais o que faltasse para zerar redondinho o negócio. Talvez por essa experiência até hoje também estou em falta com o primo dele, Four Swords Adventures. Estou grato por Tri Force Heroes permitir partidas online. Vai suprir minha carência de amigos (amigos próximos com 3DS, quero dizer).

Caio

Eu adquiri minha cópia de Skyward Sword logo no lançamento - com a trilha sonora orquestrada da série em CD e tal - e comecei a jogar na noite em que o jogo chegou. Meu ritmo pra jogos costuma ser lento, porque eu tento investigar e fazer tudo que há pra ser feito em uma área antes de passar para a próxima, então em duas semanas eu ainda estava na primeira dungeon. Em um mês, passei de Lanayru e parti pro twist que antecederia a segunda metade do jogo, conforme a métrica que os Zeldas seguem desde A Link to the Past.

Chegando nessa parte, me deparei com um monte de missões de ir de lá até aqui procurando coisas que nada tinham a ver com a lenda e conversando com NPCs chatos, e eu não conseguia fazer uma ideia do panorama geral de onde eu me encontrava na história, o que me desanimou bastante. Por exemplo, em Wind Waker nós tínhamos aquela parte meio quebra-ritmo de procurar e roubar as bombas, tudo bem, mas as coisas pareciam acontecer mais rápido, ou talvez a mudança de cenário fosse menor por tudo estar situado ao nível do mar - em Skyward, a gente fica nesse dualismo entre Skyloft e o mundo lá embaixo, o que me dava uma certa fadiga. Eu levei mais uns três meses até finalmente lutar contra o Imprisoned e chegar de fato na segunda parte do jogo. Aí, imaginei que as coisas fossem mudar consideravelmente - que o céu sobre as nuvens fosse abrir muitas novas possíbilidades de exploração, pois até então ele me parecera vazio demais. Mas isso não aconteceu, e me desmotivou novamente, então eu segui jogando no máximo uma hora a cada duas ou três semanas, o que, num jogo Zelda, não contribui muito para a progressão.

Por isso, foi só um ano depois que cheguei à parte em que precisamos repassar pelas três áreas em seus modos difíceis. Achei isso meio “barato” - em todo Zelda a gente eventualmente revisita áreas, mas acho que a divisão tão didática do mundo em três seções gerou uma impressão diferente nesse jogo - e foi aí que larguei completamente a aventura por quase mais um ano todo, até retomar em umas férias e finalmente terminá-lo em uma semana, tentando coletar tudo que fosse possível antes da batalha final e totalizando dois anos de gameplay.

Ao terminar e descobrir que o jogo não “continuava” como Ocarina of Time, mas abria um Hero Mode no qual eu devia ter que fazer tudo novamente a fim de um dia ter minha memória definitiva “zerada” do jogo, eu simplesmente deixei pra outro dia e esse dia nunca chegou. Eu às vezes tenho vontade de reviver alguns momentos chaves do jogo enquanto aproveito para enfim fazer tudo que há para ser feito - porque eu realmente gostei muito de passar por partes pontuais de Skyward Sword e, lembrando assim, o jogo me parece muito bom - mas acho que a memória da primeira jogada se arrastando difusamente por dois anos me afasta um pouco da vontade, porque a impressão é de que eu vou precisar fazer muitas coisas repetitivas até chegar nos desejados pontos chave.

Só que, escrevendo esses parágrafos, de repente lembrei da trilha sonora de Skyloft e da exploração nas áreas na superfície da terra e senti uma pequena vontade. Talvez seja a hora…

SkSonicSk

Bom, acho que nunca teve um Zelda que eu nunca comecei e larguei. Até mesmo o Four Swords - Esse mesmo eu nunca comecei. Mas, se tem um Zelda que eu não consigo me empolgar e nem tenho a mínima vontade de jogar é o Triforce Heroes. Sério, acho que depois que confirmaram que não teria um Zelda U na E3 de 2015, fizeram uma reunião:

- Ai galera qual é a mania dos jovens de hoje em dia??

- Games porém com modo multiplayer coop!!!

- Ae ô bochecha vamos fazer um Zelda assim então

É o que vejo como o jogo foi concebido. Me parece um tanto quanto sem alma, feito pra cobrir buraco e tudo mais. A demo e nem mesmo os stickers acabaram me empolgando, e o fato de ser um jogo focado em multiplayer também não me encoraja muito a comprá-lo. Embora seja um excelente título "spinoff" e cumpre seu papel ao jogar com os amigos, o fato de ser somente dungeons não me atrai, pois acho que Zelda é bem mais que isso. Enfim, quem sabe no futuro, mas, por ora, o herói aqui se concentra apenas em Hyrule!

Matheus Monteiro

Eu tenho uma mania séria de começar jogos e, no momento final, naquele clímax, simplesmente deixar de lado e parar. Psicologicamente, tenho medo de perder aquilo, como se eu não quisesse deixar o jogo pois estou me divertindo muito com ele. Mas tem outros que é simplesmente tédio. O Zelda mais recente que estou jogando é Oracle of Seasons, e, sim, estou na penúltima dungeon faz umas semanas ou um mês, sei lá. Mas nesse caso não é porque eu não quero deixar aquele mundo ir, mas é mais por tédio: o jogo, em certo ponto, é tediante em suas dungeons. Ele é bem interessante e parrudo para um Zelda portátil, e bem carismático, mas não me vejo voltando a jogá-lo depois que terminar. Não sei porque, acho que pela limitação de jogos portáteis, por não ter espaço para um campo grande, não sei ao certo. Ou pode ser só frescura minha, o que também é plausível.

Outra história que aconteceu comigo foi a Majora’s Mask. Quando joguei pela primeira vez, achei tudo muito confuso, pois tinha que passar pela primeira dungeon mas o tempo era pouco, e quando finalmente conseguia passar da dungeon, eu morria porque não sabia o que era pra fazer… e eu ODEIO refazer uma parte toda mais de uma vez, então ficar toda hora passando pela primeira dungeon foi um SACO sem tamanho que simplesmente desisti dele, e só voltei no começo de algum ano (não sei se foi ano passado ou desse, mas algum é) por causa de todo o chororô para ter Majora’s Mask 3D (é, acho que foi 2014), e acabei gostando dele.

Guilherme Olivetti

“-Olha, o herói do jogo é canhoto!”

Por mais irrelevante que seja, o fato do Link ser canhoto sempre me deixou feliz e sentindo representado dentro dos videogames, uma vez que são poucos heróis que usam a mão esquerda nesse universo. Quando eu vi que a Nintendo revolucionou o mercado com os controles de movimento, meu pensamento se manteve somente em lutar bravamente como um dos heróis preferidos, porém estava “enganado”, visto que o nosso falante herói agora era destro. Mais complicado do que aceitar que Link virou destro, foi se acostumar com os controles de movimento sendo canhoto, o que continua sendo uma batalha difícil, pois em Skyward Sword o meu Link anda torto o tempo todo e com uma dificuldade imensa de realizar os comandos. Tudo isso me faz colocar a luta contra o Demise para um futuro próximo, da mesma forma que eu adiei fim do clone de Twilight Princess (como é período de Zelda Day, usarei a minha fantasia de Sakon e voltarei pra casa com um Game Cube, com o TP verdadeiro e o Four Swords Adventures na bagagem e poderei verificar a qualidade do produto original) principalmente pela dificuldade de controlar o jogo com o Wii Remote na mão esquerda.

Por outro lado, quem me impede de finalizar Phantom Hourglass (e Spirit Tracks) é a preguiça, mesmo tendo o Linebeck e a Ciela andando com você, ter que ficar com a caneta se torna cansativo e acabo deixando o portátil de lado pra jogar Splatoon. Acho que no fundo acabo largando os jogos por não serem os controles usuais. *Estou esperando o julgamento por não gostar dos controles diferentes*.

E para finalizar, deixei em espera o Oracle of Seasons por motivos de ter zerado o Oracle of Ages e não ter gostado dele. O Ages é tedioso e chega a ser irritante algumas vezes com muitas das suas quests chatas.

Patrick

Por conta de eu sempre ter tido poucos jogos durante minha vida toda, eu meio que fui obrigado a jogar os mesmos jogos por longos períodos de tempo, alguns por anos, até. O lado positivo disso, talvez, seja o fato de eu sempre ter aproveitado ao máximo os jogos que eu tinha, então eu realmente não tenho um Zelda que eu larguei no meio do caminho ou coisa parecida.

A única exceção, provavelmente, foi o Zelda II (The Adventure of Link). Alguns hão de dizer que o jogo trouxe muitas inovações à série como um todo e que eu deveria dar uma chance a ele, ou que pelo menos apresenta um dos melhores temas de dungeon de toda a franquia. Mas o fato é que eu achei o jogo maçante demais, muito por conta do vai e volta sempre que Link perdia todas as vidas e precisava recomeçar no início do jogo, além de eu ter demorado pra me acostumar ao combate.

Reconheço que Zelda II tem seu valor, mas é uma aventura que eu não pretendo recomeçar tão cedo.

Perfil institucional do Zelda.com.br.

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