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Vinheta para a seção Pedra da Fofoca

As primeiras impressões sobre Zelda U, segundo a Equipe HL

E, depois de tanto mistério, Zelda U é finalmente anunciado por Aonuma na Nintendo Digital Event. Podemos dizer que o vídeo, curtíssimo por sinal, tendia apenas a sanar as dúvidas sobre o estilo gráfico, já que ainda mantemos a mesma pergunta de antes: como vai ser? Porém, nos foi apresentado riquíssimas informações pelo responsável por Zelda: como um vasto campo imenso totalmente livre para a exploração, a mudança da resolução clássica de puzzles - de acordo com Aonuma, o início de resolver os quebras-cabeças começa quando o jogador pensa para onde ele deve ir -, um arco novo estilo high-tech, um vilão diferente para a série, inimigos espalhados por toda Hyrule com níveis de forças diferentes, entre outros. É de se impressionar, mas como as opiniões se divergem e cada um tem um ponto de olhar os minusiósos detalhes, então o que a equipe do site Hyrule Legends achou deste novo The Legend of Zelda?


Felipe Ferraz | shadowlink

O estilo gráfico do jogo parece excelente, com um ar meio Studio Ghibli que realmente se encaixa bem com a série. O foco dado ao arco, e às diferentes flechas indica que o item deve ser mais importante nesse jogo, o que é uma mudança interessante. A parte do mundo que foi mostrada é absolutamente linda, e o fato de reconhecerem as falhas do mundo do Wind Waker, e mostrarem o Legend of Zelda original como inspiração é promissora.

Guilherme Almeida | SkSonicSk

Há muita coisa boa pra falar. Eu mesmo reassisti o trailer várias vezes porque na primeira vez eu fiquei muito impressionado.
Uma coisa que gostei bastante foi aquela flecha e o monstro que estava perseguindo Link. Ambos parece uma coisa meio tecnomagia. Já tivemos a presença de robôs em Skyward Sword, acho que nesse novo jogo não serão tão tecnológicos, talvez seja influenciado por coisas mágicas e tenham bastantes engrenagens. Gosto disso e acho que combina perfeitamente com a série, ainda mais que nunca exploraram esse tipo de coisa.

João Vitor Santos Mascarenhas | Vitoralbw

O jogo visualmente está ótimo e o estilo gráfico do jogo é lindo. Um dos fatores que mais chamaram atenção em ALBW foi a possibilidade de escolha na ordem das dungeons. Pelo o que parece, o novo Zelda para o Wii U vai apresentar uma vasta Hyrule que será livre para o jogador explorar, ainda menos linear que o jogo da franquia para o portátil. Como disse o próprio Aonuma no anúncio do jogo, os jogadores tem vários jeitos de chegar na dungeon, ou seja, o puzzle começa no caminho para a fase e afasta um pouco o jogo de um dos padrões da franquia e da uma liberdade total de como jogar o título. A liberdade será um ponto crucial no lançamento desse novo jogo da franquia, algo que se a Nintendo fizer certo pode se tornar um marco na série Zelda e lançar um dos melhores jogos de todos os tempo.

Emanoel Sousa | Chapolink

Com o clamor de sempre de muita gente e com o modo desespero da Nintendo ativado (afinal, eles precisam muito melhorar as vendas), eu realmente tinha me acostumado a ideia de que viria por aí algo que as pessoas gostam de chamar de "realista", então o surgimento daquele campo lindo e colorido já foi de cara uma surpresa. E é bom ver que o time da Aonuma não cai mais nessa de tentar fazer o que a massa quer. Eles que são os desenvolvedores, eles que sabem o que se encaixa melhor para a proposta.

Após o choque, fica mais claro que uma escolha do tipo podia já ser esperada. Tivemos The Wind Waker em HD porque foi a direção de arte que eles acharam que mais bonita ficava quando trazida para a alta definição. E eu não poderia concordar mais. Simulacros de realidade, não importa em que PS4 ou PC-master-race estejam rodando, aos meus olhos ainda parecem notavelmente artificiais. A escola que Zelda está fazendo traz um visual mais intenso e expressivo que é muito bom. Eu só espero que jamais fique estagnada em um estilo, porque o que justamente mais gosto é não saber a cara que o título seguinte poderá ter.

Outro ponto interessante de notar e que podia de certa forma ser previsto é o aparente enfoque no uso do arco. O Wii U estreou com um minigame baseado em Zelda no Nintendo Land que puxa bastante para isso. Podemos esperar que o novo Zelda tente aproveitar o GamePad onde consiga. Devo dizer que o mecanismo "tecnomágico" da flecha me agradou, e um enfoque que alguns estão chamando de futurista (não é pra tanto), é uma pegada que eu vinha esperando.

Também é muito bom que Aonuma esteja pensando em um mundo aberto como o primeiro Zelda. Ele vem tentando isso há algum tempo e certamente veremos um avanço, embora eu não acredite muito que será plenamente como ele quer. Mas será de toda forma uma progressão natural do que já foi conseguido em A Link Between Worlds.

Estou esperando também um bom uso de batalhas em campo, fora de dungeon, como é o caso da retratada no trailer. E talvez uma coisa inédita nos títulos 3D: a ausência de um sidekick. O novo Link tem cara de que se vira muito bem sozinho, obrigado; e isso contribuiria para o espírito de estar perdido num mapa aberto. Para os novatos, agora existe o Miiverse como fonte de ajuda, então o pretexto básico para Navi e similares cai por terra.

Enfim, as impressões e expectativas são boas, e anseio por novidades em algum Nintendo Direct futuro, porque aguardar mais um ano inteiro seria uma dureza, hehe.

Andy | Andy

Tudo aquilo que eu esperava, ciente que iria utilizar o efeito gráfico de SS, que une a forma cartoonesca, no quesito cores, com a forma realista no quesito pessoas (não bonecos). Por mim poderia ser padronizado nesse estilo.

Achei interessante o jeito Open World de ser, tudo acessível (exceto os elementos usando para testes, creio eu), nada a reclamar. A minha dúvida é se vão mesmo conseguir lançar em um ano e meio, afinal, um trecho de alguns segundos é possível fazer um vídeo desde que o jogo foi montado.
Enfim, veremos.

Caio Oricchio | caeiou

A impressão começou ali no discurso do Aonuma, né? Ele começou dizendo que queria reviver a experiência dos jogos 2D de ir explorando cada área como se fosse um grande puzzle, e isso me fez pensar "DEUSAS, COMO ELES VÃO FAZER ISSO?".

Eu gostei muito da proposta em Skyward Sword das áreas serem cada uma como uma grande dungeon diluída no ambiente, me lembrou muito a exploração no primeiro The Legend of Zelda e em A Link to the Past, então me empolguei bastante em saber que eles ainda querem focar nisso. Minha única reclamação quanto a isso em SS era que esses ambientes acabaram ficando meio "plataforma", pouco naturais.

Mas aí ele mostrou o mundo ali atrás e eu fiquei "MANO DO CÉU, OLHA ISSO!". Lindo. O que mais me empolgou foi a comparação com The Wind Waker e a explicação do mundo aberto e como o jogador vai ter que planejar como chegar em cada área - e como vai ter várias possibilidades de fazer isso. O mundo pareceu extremamente REAL, não no sentido de ter gráficos fotorrealistas (porque não tem mesmo; tá mais pra um impressionismo como TWW e SS), mas sim no sentido de ser ORGÂNICO em sua geografia e na construção das áreas.

O curto vídeo fez parece um mundo que surgiu naturalmente, com puzzles que envolvem passar por desafios naturais de florestas, descampados, canyons e coisas assim, próximo da experiência que é cruzar o mundo de Shadow of the Colossus, por exemplo.

E depois, veio A CENA DE AÇÃO: eu adoro cel-shading desde The Wind Waker e acho que combina bastante com a proposta de Zelda ser uma fantasia, uma espécie de lenda/conto de fadas, mais próximo de Crônicas de Nárnia e El Shaddai do que de Game Of Thrones ou Assassin's Creed, por exemplo. A fusão entre cenários primitivos e a tecnologia de ponta ultra-louca Hindu segue a linha dos RPGs orientais que eu curto muito (Okami, Nier, Final Fantasy X), já tinha aparecido de forma muito boa ali no Twilight World e na Tower of the Gods e agora parece que vai ser maneiro aqui também.

Estou torcendo muito pra que tudo saia bem: a projeção do mundo, a execução da engine, os puzzles, o uso dos itens... tem muita coisa que pode dar errado, é claro, mas ao mesmo tempo, esse é o time Nintendo-Zelda que nunca me decepcionou, então estou muito mais eufórico do que receoso. Que volte a lenda!

Matheus Monteiro | Matheus M

A minha reação foi muito... conturbada. Estava ancioso como nunca por este trailer, foi uma loucura. Então, começa a Nintendo Digital Event. Passa um jogo, passa outro. E eu, naquela cadeira tremendo esperando ser Zelda. No Skype eu estava "AGORA É ZELDA, É ZELDA!", e era Yoshi (sério, perguntem para o pessoal da equipe). "AGORA SERÁ ZELDA, PREPAREM-SE!", e era o novo jogo do Captain Toad. Você não faz ideia a tortura interna que eu estava vivendo tendo que escutar o Reggie falando do Amiibo (não que fosse ruim - muito pelo contrário -, mas "Oh Reggie, give us Zelda U"). Mas, depois de um século inteiro, aparece aquela imagem: "THE LEGEND OF ZELDA". "AGORA SIM É ZELDA", eu todo descontrolado.

Então, não aparece um trailer, mas Aonuma explicando sobre Zelda U. Eu precisava entender - afinal, estávamos cobrindo a E3 - mas não conseguia me concentrar. Depois, com um estalar de dedos, aparece aquele campo. "OH MEU DEUS!", essas foram as minhas primeiras palavras depois de ver os primeiros momentos de Zelda U. Aonuma explicou sobre como podemos alcançar as montanhas lá atrás caso quisesse-mos, e a mudança grande nas convenções de Zelda. A forma como ele pretende abandonar a forma "fácil" de fazer a série e ousar, facilmente me tirou o fôlego. Ele conseguiu mais uma vez me surpreender com uma simples imagem, mas ele tinha mais: o singelo vídeo de um vasto campo em movimento se mostra um trailer e um monstro aparece, o evento se desenrola, e aparece Link. Mas, depois do fim do vídeo, me decepcionei um pouco ao ver o personagem. Percebi que era um cel-shading entre The Wind Waker e Skyward Sword. Não que eu esperasse um realismo nato, mas esperava algo diferente.

Depois dessa primeira reação, achando muito bonito o trailer, tive alguns questionamentos: se aquilo é cel-shading, como alguns detalhes podem ser "reais"? Eu precisava ver em alta definição, tentar descobrir o que eu estava perdendo, porque o campo se mostrou diferente de quando se via o Link de perto. E, aí, a Nintendo liberou para a imprensa as imagens: me surpreendi. Fiquei olhando cada detalhe, cada borda da roupa, cada ponta de seus dedos, e senti a felicidade retornando. "COMO ISSO É POSSÍVEL?", era o que eu pensava. O jogo estava incrível, parece uma pintura a óleo, mas é muito detalhista. Ela é muito realista, mas ao mesmo tempo é viva. Até agora fico olhando para a imagem do Link disparando a tal "flecha ultra-moderna das mágicas" e me surpreendo com a qualidade de sua arte.

Claro, achei que ela poderia ser melhor explorada se fosse mais escura (não obscura, mas ter uns detalhes mais escuros nas cores, como um toque mais "gradiente" e "real" e não cores tão "aguadas", apesar de ter amado), mas acho que isso deve ser apenas um detalhe a ser melhorado até o fim do desenvolvimento. É um jogo que me surpreendeu pela sua simplicidade e potência, ela consegue trazer detalhes em tudo e transformar o cel-shading em uma fonte rica de realismo, muito diferente do que foi usado em Skyward Sword. Zelda U chamou minha atenção, e sua forma de ver o mundo de Hyrule o torna, mesmo após um vídeo pequeno, um dos melhores Zeldas já feitos.


Zelda U tem de tudo para ser um dos melhores jogos da série, e, quisá, de todos os tempos, mas isso pouco importa: pois ele é Zelda e sua qualidade será única. Contudo, qual foi as suas primeiras reações para o jogo? Continue o debate e nos mostre suas reações.

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