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O que nós jogamos e gostamos em 2016

O novo jogo da série, Breath of the Wild, pode não ter saído em 2016 como esperávamos, mas na falta dele, a equipe do Zelda.com.br jogou muitos outros títulos legais. Seguindo nossa recente tradição, aqui estão alguns dos jogos com que entramos em contato esse ano.

Emanuel "Chapo"

Splatoon (Wii U)

Mais de um ano depois, não consigo parar de jogar. Eu não consigo ligar o Wii U e colocar outra coisa: é muito viciante atirar tinta por aí. Acabei cansando das batalhas tradicionais (turf war) há muito tempo, mas o modo ranked continua me fazendo voltar a Inkopolis quase todo dia.

Fico muito feliz que quem não teve um Wii U vai ter a chance de jogar essa maravilha no Switch, pois é uma joia que não pode cair no esquecimento.

Super Mario Maker (Wii U)

Eu joguei muito pouco porque não consigo desviar do Splatoon, mas esse aqui é o segundo motivo que faz o Wii U valer a pena. É divertido fazer fases e é divertido jogar as dos outros e ficar embasbacado com o nível de criatividade. Você pode curtir o pacote completo ou só uma das partes, ainda assim vale a pena.

A Nintendo conseguiu com maestria dar vida a uma ideia que na verdade já era muito batida. Não é só um editor oficial entre tantos fan-made, é uma experiência única.

Ace Attorney Investigations: Prossecutor’s Path (DS)

Este é o segundo spin-off da série a protagonizar o promotor Miles Edgeworth. Os jogos de Ace Attorney são visual novels investigativas, com muitos trocadilhos e situações engenhosamente absurdas. Investigue, acumule evidências e exponha o culpado pegando contradições em seus testemunhos.

Eu gosto muito da série, portanto foi uma frustração quando a Capcom decidiu não trazer esse jogo ao Ocidente. Não é o primeiro e nem será o último exemplo de barreira linguística atrapalhando um jogador (dentro da série Zelda, inclusive, tem um jogo do Tingle que sempre quis jogar, mas nunca chegou por aqui). Faz pensar: além de Inglês, faz bem a um amante de vídeo games também aprender Japonês.

Eu poderia nunca ter apreciado o que agora classifico como um dos melhores Ace Attorneys porque não sei ler o tal nihongo. Quem aparece para salvar o dia? Os fãs dedicados. Assim como a gente se esforça em trazer Zelda em Português para os fãs brasileiros, uma equipe muito competente localizou completamente Investigations para o Inglês. A qualidade é profissional. Falas, gráficos, som, tudo foi cuidadosamente adaptado. Fico até mais contente de falar desse poder das comunidades gamer do que do jogo em si.

Falar muito sobre esse tipo de jogo também é complicado, ou logo sai um spoiler. Vou simplesmente elogiar as reviravoltas da narrativa e a grande quantidade de cameos e retornos de personagens conhecidos. Como são todos cativantes, é quase como rever um velho amigo. Mas o jogo também faz bonito com novos rostos. Se você já é fã da série, não pode deixar de jogar!

Marcos Paulo

Esse ano resolvi sair um pouco da rotina de zerar os mesmos jogos todo ano e experimentar alguns que acabei deixando passar.

Final Fantasy X (2001, PS2)

O décimo título da franquia principal era um dos que me faltava conhecer. Os comentários sobre a linearidade do jogo me afastaram um pouco dele, mas resolvi encarar a fera e descobri que a linearidade talvez tenha sido a coisa que mais gostei no jogo. A história flui bem melhor e, convenhamos, é a história que carrega qualquer RPG que se preze. O sistema de batalha por turnos era outra coisa que me afastava de FFX e acabei achando um dos melhores da série. Além de ter sido ousado em remover uma mecânica de batalha que já resistia por anos, ele funciona muito bem, dando várias opções de estratégia e quase nunca se tornando repetitivo. A única coisa que me incomodou foi o começo confuso, que joga você na história com muita coisa acontecendo e com pouca explicação. Mas ao decorrer do jogo tudo é esclarecido e começa a fazer sentido.

Paladins (Beta, PC, PS4, XONE)

Já passei por Counter Strike GO e alguns outros FPS para jogar nas horas vagas, mas minha habilidade (ou falta dela) com jogos de tiro nunca me ajudou muito com eles. Quando ouvi falar de Overwatch, sabia que era o tipo de jogo que eu procurava, onde tanto aqueles que são bons de mira quanto os que preferem ficar com a parte estratégica da parada podem se dar bem. Foi aí que descobri o famigerado “Overwatch de pobre”. Paladins nem de longe chega a qualidade tanto visual, técnica e de design de personagens do FPS da Blizzard, mas consegue divertir tanto quanto. Toda minha falta de habilidade com jogos de tiro me fizeram descobrir o mundo dos Tanques e Suportes, e tenho vivido feliz desde então.

To The Moon (2011, PC)

O que posso dizer desse é que é uma das melhores histórias que já vi e uma das melhores experiências que um jogo já me proporcionou. É incrível como um point and click de 2 horas e meia conseguiu me fazer gostar tanto dos personagens e do enredo a ponto de me fazer derramar líquidos pelos olhos no final (quem jogou pegou a referência). To The Moon é aquele tipo de experiência que deixa você triste por ter acabado e feliz por ter tido a oportunidade de viver. Todas as pontas soltas no decorrer do jogo são amarradas de uma forma muito bonita e a trilha contribui e é parte importante da história. Recomendo que joguem de uma vez como se estivessem assistindo a um filme e que não vão atrás de nada pra não correr risco de pegar spoilers, que aqui são fatais.

Menções honrosas:

  • Phoenix Wright: Ace Attorney (2005, DS)
  • Assassin’s Creed III (2012, PC, PS3, X360)
  • Megaman Maverick Hunter X (2006, PSP)
  • Prince of Persia: The Sands of Time (2003, PC, PS2, XBOX, GC)
  • God of War: Ghost of Sparta (2010, PSP, PS3)
  • The Room 3 (2015, Android, iOS)
  • Castlevania: Symphony of the Night (1997, PSX, Saturn)
  • Neverwinter Nights (2002, PC)

Patrick

The Wind Waker (2002, NGC)

Longa história resumida: eu nunca tive a oportunidade de jogar Wind Waker. Por isso, eu prometi a mim mesmo que não estragaria a surpresa: não vi vídeos, textos, comentários, nada. No fundo, o que eu queria com isso era manter viva a criança dentro de mim, aquela mesma que tinha cinco anos em 2002 e que nunca pôde jogar o jogo; eu sentia que era um dever que eu tinha comigo mesmo. Vivi, portanto, 14 anos de um verdadeiro amor platônico.

Até que, em 2016, essa criança, já moribunda de tanto ansiar, recebeu seu merecido descanso e ascendeu aos céus. Mas antes ela velejou, brincou de pirata, viu o sol nascer e escreveu um artigo. Foi, em suma, verdadeiramente feliz. Sobretudo por perceber que Wind Waker já era, antes mesmo de BotW, um retorno às raízes da série. Espero que essa criança ainda volte para me visitar às vezes, porque essa foi uma das experiências mais legais que eu tive nesse ano.

Kirby’s Epic Yarn (2010, Wii)

Eu amo Kirby’s Epic Yarn e vou defendê-lo até o fim. Lindo. Maravilhoso. Fofo. O jogo mais viciante que eu desse ano. O visual, as músicas, a jogabilidade, tudo me prendeu do início ao fim. Cada fase é impecavelmente diversificada uma da outra: você pula, vira carro, paraquedas, robô gigante, submarino, estica, desfia, surfa, cai, sobe, se pendura, escorrega. As novidades no gameplay nunca param de surgir e o jogo se reinventa a todo instante e te enche de coisas legais e divertidas para se fazer. É verdade que esse é um daqueles Kirby que não parece Kirby, e talvez seja por isso que eu gostei tanto dele (porque eu não sou fã dos jogos tradicionais).

Little King’s Story (2009, Wii)

Little King’s Story foi, com certeza, a minha maior surpresa nesse ano. QUE JOGO. Ele é, basicamente, um Pikmin com a adição de um reino inteiro para ser gerenciado. Aqui você é o rei e controla seus súditos da mesma forma que Olimar controla os pikmins. E, como os pikmins, existem diferentes tipos de súditos: soldados, carpinteiros, lenhadores, arqueiros etc. Cada classe tem a sua peculiaridade (vida, ataque, utilidade, equipamentos) e o objetivo é a dominação mundial. A história é bem envolvente (o jogo faz você ficar triste por cada súdito seu que morre), com alguns questionamentos interessantes sobre a vida e um final DRAMÁTICO. Deem uma chance pra essa pérola do Wii! Aqui e aqui vocês podem conferir dois textos que eu escrevi sobre o jogo.

Menções honrosas:

  • Pikmin 1 (Wii)
  • Rogue Legacy (PC)
  • Paper Mario: The Thousand-Year Door (NGC)
  • Majora’s Mask (N64)

Filipe "Shadowlink"

Não posso falar dos jogos que eu joguei esse ano sem começar com a trilogia Dark Souls. Nunca havia jogado nenhum dos jogos da série, e sinceramente achava que eles eram um pouco superestimados… até que comecei a jogar, e vi que eles merecem mesmo o louvor que recebem. Os jogos são simplesmente viciantes, e é ótimo saber que ainda hoje existem jogos que prezam a exploração e descoberta da forma como eles fazem.

Mais recentemente, eu também comecei a jogar alguns roguelikes, principalmente 20XX e Binding of Isaac: Rebirth. O primeiro jogo é uma carta de amor à série Mega Man, em especial os Mega Man X, enquanto o segundo é inspirado no primeiro Zelda. E, como todo roguelike, o grande diferencial é que os jogos possuem fases procedurais e itens distribuídos aleatoriamente, e uma morte reseta quase todo o seu progresso. Os dois jogos são ótimos para sessões rápidas, fáceis de aprender e difíceis de dominar.

Já no lado portátil, outros dois jogos que me tomaram bastante tempo foram Hyrule Warriors Legends e Monster Hunter Generations. Dois jogos de ação enormes, com conteúdo o suficiente para proporcionar centenas de horas de jogo, sem ficarem enjoativos, apesar da repetição. Mas são dois jogos bem divisivos, ou você os ama, ou os odeia.

Por fim, eu fiz uma pequena maratona de todos os Zelda 3D, como aquecimento para o Breath of the Wild, antes de saber que ele seria adiado novamente. Também joguei bastante um hack do A Link to the Past, que embaralha o conteúdo dos baús, gerando uma experiência bem única. Toda a ordem do jogo muda, e passa a ser importante lembrar a posição de cada baú, e de que áreas se pode acessar com cada item.

Tomás Pagani

Bom, vou falar um pouco sobre alguns dos jogos que joguei este ano, e apenas mencionar outros.

Sword of Xolan

Ah Sword of Xolan... é um jogo de IOS e Android que me surpreendeu muito! Se trata de um Side-Scrolling pixelado onde você controla um guerreiro que deve salvar o mundo de um vilão malzão (aquela coisa de sempre), mas o tcham do jogo é a sua semelhança com os jogos antigos e sua simplicidade. Seu objetivo nas fases é simples: ande, derrote inimigos, pegue moedas e chegue no final! E não tem essa de “pague com dinheiro real para ser o bonzão”, pois todos os upgrades do personagem você compra com as moedas que pega enquanto joga. Pro pessoal que curte jogos antigos, eu recomendo MUITO esse jogo, e garanto que funciona até nos celulares mais fracos.

Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects (versão para consoles de mesa)

Agora Marvel Nemesis, um jogo que, na minha humilde opinião, merece muito uma continuação. Lançado para PS2, X-Box e Gamecube (tirando os portáteis), se trata de um beat ‘em up com personagens da Marvel. É um jogo bem sombrio, com 6 personagens e mais 12 para desbloquear no modo campanha (heróis e vilões), e conta a história de uma invasão alienígena onde poucos heróis sobreviveram para defender a Terra. Existem poucos cenários no jogo, mas todos são bem trabalhados, e absolutamente tudo neles é interagível, no sentido de usar contra seus inimigos cada objeto presente. Mas o jogo é 65% menos interessante se não tiver amigos para fazer X1 no multiplayer, sabem, usando a regra de “quem perdeu passa o controle”. Recomendo muito esse jogo, e mesmo que não tenha ninguém para jogar junto, ainda vale a pena.

Monster Hunter 4

Por fim, Monster Hunter 4 Ultimate. Bah, confesso que me decepcionei. Calma, não me entendam mal. Quando fui jogar pela primeira vez, em todo lugar vi falarem sobre ele o apresentavam como um RPG, e eu, uma inocente pessoa ansiosa para jogar um RPG, fui louco para ver como era, e PÁ! Me deparei com um jogo de pura ação com alguns elementos de RPG. Apesar de não ter gostado como eu esperava, é um jogo legal, e pretendo terminá-lo, mas se alguém aí for jogar, já fique avisado que NÃO é um RPG.

Menções Honrosas:

  • The Legend of Zelda: A Link to the Past
  • The Legend of Zelda: A Link Between Worlds
  • The Legend of Zelda: Tri Force Heroes
  • The Legend of Zelda: Ocarina of Time e OoT 3D
  • The Legend of Zelda: Majora’s Mask e MM 3D
  • The Legend of Zelda: The Wind Waker
  • The Legend of Zelda: Twilight Princess
  • The Legend of Zelda (NES)
  • Hyrule Warriors Legends

Entre muitos outros.

Danillo Vellozo

The Legend of Zelda: Majoras Mask 3D (remastered) - Nintendo 3DS

Poder rejogar o meu jogo favorito da franquia The Legend of Zelda em um portátil e com gráficos melhorados, além de toda experiência 3D, foi incrível. O jogo saiu na hora certa como um "vale a pena ver de novo". Se você tem um Nintendo 3DS ou pretende ter um, esse título é obrigatório.

Unchated 4: A Thief's End - Playstation 4

Melhor jogo de aventura e ação de 2016 para o meu gosto. As paisagens e a direção de captura de animações faz com que a série chegasse ao topo com, talvez, o melhor jogo lançado pela Naughty Dogs.

Splatoon - Wii U

Continua pelo segundo ano consecutivo sendo um dos jogos que mais apreciei. Modo de batalha frenético cheio de cores e a busca pelo rank S me fazem querer jogar sempre essa nova franquia. Está difícil a versão de Splatoon para Nintendo Switch em 2017!

Menções Honrosas:

  • Dark Souls 3 - Playstation 4
  • Bloodborne - Playstation 4
  • Splatoon - Wii U
  • The Legend of Zelda: Oracle of Ages - Nintendo 3DS (Virtual Console)
  • Mario Kart 8 - Wii U
  • The Division - Playstation 4
  • Dota 2 - PC
  • Helldivers - Playstation 4
  • Star Fox Zero - Wii U
  • Super Mario 3D World - Wii U
  • Ratchet & Clank - Playstation 4
  • Mad Max - Playstation 4
  • Pokemon GO! - iOS

Samir "Twero" Fraiha

Para minha surpresa, em ano de reta final de curso e de alguns afazeres para o site, eu consegui jogar bastante coisa. Como não poderia ser diferente nesse ano tão especial dos 30 anos de Zelda, eu finalmente joguei alguns dos jogos que estavam no meu mural da vergonha.

O primeiro da vez foi o Link’s Awakening e, independente de ser um jogo para o Game Boy, é um jogo incrível. Com uma premissa fora dos padrões até então, boas mecânicas e uma trilha sonora cativante (existem muitas músicas boas além da Ballad of Windfish, vão por mim). O segundo foi o sempre relevante Majora’s Mask (versão do 3DS) e que me motivou a redigir uma análise dele aqui no site. Com o surgimento do My Nintendo, consegui juntar moedas o suficiente pra pegar o Picross do Twilight Princess, que se mostrou um jogo excelente para se passar o tempo. Além disso, recebi emprestado de um amigo meu o Skyward Sword que rejoguei com mais calma como preparação para o Papo de Milk Bar #25 onde destrinchamos o jogo de cabo (de espada) a rabo (de Bokublin). Posso dizer que revisitar Skyloft e o mundo que viria a ser Grooseland Hyrule fez muito bem para mim.

Esse mesmo amigo havia me emprestado antes do SS um dos maiores hits do Wii U e um dos seus trunfos: Splatoon. A primeira IP nova da Nintendo em anos, tão única e que conquistou uma legião (ou seria um pelotão de moluscos?) de fãs ao redor do mundo, o que motivou com louvor a ser relançado no futuro Nintendo Switch. Fui surpreendido pelo modo single player com suas fases bem boladas e um multiplayer viciante (apesar de exigente no que diz respeito a sua conexão de internet) e que me motivou a comprá-lo quando recebi uns descontos no meu mês de aniversário.

Outro jogo que também conquistou meio mundo e que também é focado no multiplayer foi Overwatch. Demorei uns bons meses pra criar coragem em abrir o meu bolso, mas quando o fiz, me senti muito satisfeito comigo mesmo. É um jogo muito amigável com novatos, com uma direção de arte fantástica e um desenvolvimento de personagens tão criativa e dedicada que eu acredito não ter visto nada igual antes. Ele foi um dos responsáveis por me sentir inspirado novamente  a voltar a produzir e desenhar como antigamente. Até o presente momento é o meu jogo favorito deste ano.

Além deles eu também joguei em menor escala Uncharted 4: A Thief’s End, The Secret of Monkey Island: Special Edition, Assassin’s Creed IV (sim, entrei numa onda de jogos com temática pirata, hehehe), Project X Zone 2 e Earthbound.

Ricardo "Delavu" Kuraoka

Esse ano, minha lista será temática. Em comemoração aos 30 anos de Metroid e Castlevania, falarei de alguns títulos dessa série e inspirados que joguei esse ano.

Castlevania: Symphony of the Night, 1997 (PSone, Sega Saturn)

Meu jogo preferido da série Castlevania sempre foi o Castlevania: Aria of Sorrow, para GBA. Apesar de todas as comparações com Symphony of the Night, acabei tendo mais contatos com os jogos lançados para consoles da Nintendo. Esse ano porém, decidi tirar o atraso e ver qual é desse dito clássico.

O jogo foi uma maravilhosa surpresa, muito mais do que eu esperava.  Aria of Sorrow está para Symphony of the Night assim como Metroid: Zero Mission está para Super Metroid. Um jogo parecido, mas mais robusto, mais ousado, um clássico instantâneo.

Para quem gosta de exploração, esse é um jogo perfeito. É cheio de tesouros escondidos, chefes e desafios opcionais, habilidades especiais. Realmente, digno de ter iniciado junto com Metroid esse gênero que chamamos de Metroidvania.

Axiom Verge, 2015 (PlayStation Vita, PlayStation 4, Xbox One, Wii U, Microsoft Windows, Linux, Mac OS Classic)

Por falar em metroidvania, Axiom Verge é um dos melhores jogos do gênero que joguei. É um jogo ambicioso, e que não perde oportunidades de se provar como uma grande obra. Quem já jogou Super Metroid ou Symphony of the Night vai logo perceber muitas semelhanças e inspirações.

No entanto, Axiom Verge vai muito além de se inspirar em grandes jogos. Em cada ponto é possível ver como o criador tenta extrapolar o que se espera de um jogo desse estilo. Um exemplo é a habilidade de usar um pequeno robô para navegar pelos mapas e trocar de lugar com ele instantaneamente.

A direção de arte também é uma surpresa muito agradável. Quase uma mistura de algo mais fantasioso e gore de Castlevania e algo mais tecnológico e espacial de Metroid.

Another Metroid 2 Remake (AM2R), 2016

Se a Nintendo não tivesse impedido a premiação de Fangame do The Game Awards, com certeza o AM2R ganharia aquela categoria. Ele foi disponibilizado na internet durante a comemoração de 30 anos da série, no dia do aniversário, que aparentemente passou batido pelas principais mídias sociais da Nintendo. É uma declaração de amor à série, feita de fãs para fãs.

Claramente não é um jogo oficial. É fácil notar a diferença que existe quando acabam a reutilização de sprites oficiais e a criação de novos. A movimentação também pode parece estranha para os conhecedores, um pouco mais agitada e frenética que de costume.

No entanto, é um jogo feito com muita dedicação e com muito capricho. Ele pode não ter o mesmo polimento que um jogo oficial tem, mas é uma celebração, não só da série, mas de tudo o que ela pode se tornar, se um dia a Nintendo voltar a dar valor à ela.

Perfil institucional do Zelda.com.br.

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Quem lembra de jogar Detetive na infância utilizando apenas...
sex, 12/05/2017 - 10:46
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