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O que nós jogamos e gostamos em 2015

No âmbito Zelda e no quesito games, Majora’s Mask 3D e Tri Force Heroes foram boa parte dos momentos em 2015, com Hyrule Warriors, mesmo lançado em 2014, também fazendo uma pontinha nas nossas horas de diversão. Além disso, é claro, sempre temos aqueles capítulos antigos da lenda que ainda não tínhamos jogado ou tínhamos deixado para depois, ou aqueles tão bons que decidimos revisitar.

Em escala maior, porém, há diversos títulos de outras franquias e plataformas além da Nintendo que também chamaram a atenção da nossa equipe ao longo do ano. Para você que, como muitos de nós, aguarda as férias para uma maratona de jogatina, trazemos hoje cada membro da redação com sua lista de melhores jogos em 2015 – não necessariamente lançados neste ano, mas sim que nós jogamos nos últimos 12 meses, assim você pode também montar sua listinha de itens para a maratona de férias ou para o ano seguinte. Confira:

 

Samir “Twero” Fraiha

Bom, esse ano, graça a uma série de acontecimentos, pude me dar o luxo de jogar um monte de jogos, e até rejogar jogos antigos. Mas como esses eu já elaborei uma redação sobre (o link vai estar no final no meu texto), vou me focar nos jogos novos.

Metal Gear Solid V The Phantom Pain (2015, PS3, PS4, X360, XOne, PC)

Esse é disparado o melhor jogo do ano pra mim, além de eu ter o prazer de ter comprado muito perto do lançamento, coisa que eu não costumo fazer. E a primeira impressão que tive do game foi a que se consolidou: dá pra fazer MUITA coisa nele. Dá pra seguir nas missões, administrar a Mother Base… dá até pra pegar meu fiel D-Dog, um jipe, tocar a música GLORIA e passear em meio a uma tempestade na África! Fora todas as outras qualidades que todo mundo já enumerou: é bonito, é interessante, é instigante… e, pra ser a cereja do bolo, a temática central do jogo gira em torno daquilo que eu mais amo: a linguagem.

 

Bayonetta 2 (2014, Wii U)

Agradeço à Nintendo por ter bancado essa continuação de um dos meus jogos prediletos. Ele tem tudo que eu adorei no primeiro, só que mais bem trabalhado, mais bonito e ele conseguiu a proeza de me fazer ver o primeiro jogo com outros olhos, coisa raríssima.

 

Hyrule Warriors (2014, Wii U)

Como disse em um artigo daqui do site, esse jogo é mais do que os olhos podem ver. Sim, ele é um Zelda Musou, como o título em japonês explicitamente diz e, sim, ele é recheado de fanservice, mas tudo isso é atrelado com uma tonelada de referências e um modo Adventure cheio de coisas a se fazer, ao mesmo tempo que instiga o jogador a explorar, e desafia ele na medida certa. Um jogo que diverte e com muito conteúdo para qualquer fã da série.

 

Kid Icarus: Uprising (2012, 3DS)

É sério, meus caros, que jogo espetacular! O jeito como o Sakurai reviveu uma série de mais de 25 anos foi imprescindível! Ele não só se deu uma liberdade criativa de reinventar todo o gameplay, como criou um jogo ao seu jeito E respeitou todos os elementos clássicos do primeiro. Fora que ele tem um humor bem acertado (e bem típico do Sakurai) e uma das melhores dublagens em inglês que eu já presenciei num jogo (com um destaque especial ao Hades)!

Os personagens, tantos os clássicos como os novos, são deveras carismáticos, com destaque tanto para o Hades como para Viridi, que ilustra esse post. Inclusive, o jogo tem muitos asset que evoluíram e vemos no novo Smash, pra vocês verem com o Sakurai e a Sora ltd. sabe reaproveitar boas ideias. Enfim, apesar do controle (que pode ser alterado para se usar somente os botões) limitarem um pouco as minhas habilidades, é um jogo incrível, divertido e bem humorado.

Quem me dera que as pessoas revivessem seres antigas como o Sakurai fez com Kid Icarus.

Fora esses, eu também joguei pela primeira vez:

-Super Smash Bros for Wii U (2014, Wii U)
-Project X Zone (2013, 3DS) - Prêmio MELHOR CROSSOVER QUE JOGUEI EM 2015
-Professor Layton vs Phoenix Wright (2013, 3DS)
-Pokémon Super Mystery Dungeon (2015, 3DS)
-Halo 5 Guardians (2015, XBONE) - Prêmio HALO MAIS BIITO DE TODOS
-Guacamelee (2013, PS3)
-Donkey Kong: Tropical Freeze (2014, Wii U) - Prêmio BEM-VINDO DE VOLTA DAVID WISE!
-Ori and the Blind Forest (2015, XONE e PC) - Prêmio JOGO MAIS BIITO

Além desses, eu rejoguei alguns jogo que havia jogado originalmente no ano de 2005, e você pode conferir a lista desses jogos aqui: 2015 com toques de 2005.

 

Patrick

O meu ano de 2015 foi bem escasso no quesito jogos. Não comprei absolutamente nenhum novo, então todos os jogos que figuram nesse top eu já tinha e rejoguei ou joguei pela primeira vez por emulador. É o caso da primeira recomendação:

The Legend of Zelda: Oracle of Ages (2001/2013, GBC, 3DS [Virtual Console])

A virada do milênio marcou, pra série Zelda, uma frutífera parceria entre a Nintendo e a Capcom. Logo no começo de 2001 a dupla de jogos Oracles nasceu, oriunda de um ambicioso plano que pretendia lançar três jogos (um para cada musa ou atributo da Triforce) que se interligariam através de códigos, mas que não foi pra frente devido à complexidade do projeto. O jogo da Farore não chegou a ver a luz do dia, mas Din e Nayru sobreviveram pra mostrar que o GBC ainda tinha muita lenha pra queimar. E é justamente um deles, o Oracle of Ages, que eu vou recomendar aqui.

A história é simples do jeito que você está acostumado(a) a ver na série e o visual e os controles são todos feitos em cima da engine usada no Link’s Awakening DX, então nenhuma novidade aqui. O legal mesmo está na mecânica principal, que é, adivinhem, a habilidade de viajar no tempo. Mas, diferentemente do que foi feito em Ocarina of Time antes, em OoA o vaivém  temporal é a principal ferramenta do herói e o ponto forte da jogabilidade. A todo instante você precisa trocar entre os períodos pra avançar pelo cenário, resolver puzzles, completar quests, explorar dungeons, descobrir segredos e por aí vai.

Quanto aos itens, é provavelmente um dos jogos da série que melhor aproveitou cada um dos equipamentos que recolhemos ao longo da jornada. Frequentemente esbarramos em algum buraco que deve ser pulado com a Roc’s Feather, algum obstáculo que deve ser ultrapassado com o uso do Switch Hook, algum muro rachado que deve ser explodido por uma bomba, algum canteiro que deve ser escavado com a Shovel... Enfim, se você faz parte do grupo que reclama que Twilight Princess não te faz usar 70% dos itens depois de passar pelas dungeons, provavelmente vai gostar bastante de OoA nesse sentido.

Oracle of Ages é um dos melhores Zeldas portáteis, e vale lembrar que a aventura ainda pode ser expandida se jogada junto com a sua irmã gêmea Oracle of Seasons.

 

Donkey Kong Country Returns (2010, Wii)

Donkey Kong Country Returns supera, na minha opinião, todos os jogos da trilogia de SNES. Os visuais são lindos (vide imagem acima), a jogabilidade é precisa e extremamente fluida (peca  somente na mania de te obrigar a usar o gimmick de balançar os controles em alguns momentos, o que cansa caso você esteja tentando fazer uma run perfeita e precise ficar restartando a mesma fase dezenas de vezes), dificuldade boa (às vezes até difícil demais, algo raro hoje em dia) e a trilha sonora é magnífica. Não digo mais nada porque simplesmente não tenho o que dizer (não sei mais o q dizer… só sentir). Jogão.

 

Eternal Darkness: Sanity’s Requiem (2002, GameCube)

Pegue as literaturas de Lovecraft e de Allan Poe (dê preferência às peças mais macabras); adicione um dúzia de personagens de diferentes períodos da História; salpique uma pitada de loucura (pra dar aquela amaciada gostosa na quarta parede), misture tudo e leve ao forno por 3 anos. Rende uma porção de Eternal Darkness: Sanity’s Requiem.

A história trata de uma guerra milenar entre três entidades (se são deuses ou demônios, bem, isso vai ficar ao seu critério) e de como algumas pessoas lutaram contra esse perigo. Mas isso tudo é, até certo ponto, irrelevante. Porque onde Eternal Darkness brilha mesmo é na jogabilidade, especificamente por causa da (in)sanidade (que diminui conforme você presencia eventos assustadores) dos personagens, que extrapola a realidade do jogo e chega à nossa: você pode estar jogando, tranquilo, e a TV “desligar” ou o jogo travar e você vai pensar “valeu vida perdi meu progresso”, mas depois de uns segundos a tela vai piscar e tudo vai voltar ao normal. Ou o som da televisão pode abaixar sozinho, ou o controle vai “parar” de funcionar enquanto você é devorado por zumbis, ou alguém pode bater violentamente na sua porta enquanto você estiver sozinho na madrugada (a sonoplastia do jogo é outro ponto forte). E mais um monte de coisa.

E essa é a graça do jogo: ficar sempre entre a sanidade e a insanidade pra ver o que a loucura dos personagens tem pra te oferecer. Porque tirando isso, ED é um jogo de ação bem genérico (até mesmo os puzzles que tem requerem o mínimo de raciocínio). Também existe um esquema bem interessante de magias (de combate, de proteção, pra resolver puzzles...), no qual você coleta runas pra aprender novos feitiços, como se cada runa fosse uma palavra e a magia em si fosse uma frase que você constrói a partir dessas palavras. É legal ver como os caras se esforçaram pra criar uma coisa divertida e não apenas como é na maioria dos jogos, onde você aprende tal magia em tal level ou completando alguma quest e fica por isso mesmo.

 

Papers, Please (2013/2014, Windows, OS X, Linux, iPad, PS Vita)

Papers, Please te joga na pele de um funcionário encarregado de fiscalizar a fronteira de um país fictício, e o cenário é contextualizado de forma a deixar claro que se trata de uma sociedade distópica com um governo opressor.

A cada dia você atende novas pessoas que chegam ao portão com documentos – passaportes, carteirinha do hospício, cartão de identificação –, procura por discrepâncias – uma data que expirou, um nome escrito errado, o rosto da pessoa estampado na lista dos mais procurados – e decide qual será o destino da pessoa – voltar pra casa e se reencontrar com a família, voltar pra onde veio com as mãos nos bolsos, ser preso e executado pela polícia. Mas e quando o tempo é curto e você não pode perguntar demais? E quando a pessoa supostamente não deveria entrar no país, mas você conhece a história dela e SABE que o propósito dela é válido? E quando a sua família está passando fome e o cara “suspeito” te oferece uma propina generosa pra atravessar a fronteira? É aí que o bicho pega.

Porque PP se constrói uma experiência magnífica apenas em cima desses conflitos morais e éticos, onde a cada momento você percebe mais claramente que não existe o absolutamente certo nem o absolutamente errado. Tempo é dinheiro e as pessoas não são pessoas, mas sim estorvos que você precisa resolver o mais rápido possível (ora se deixando levar pelo coração, ora pela lealdade, ora pelo bolso...). E é muito gratificante quando você supera um dilema complicado, seja seguindo a cabeça ou o coração; ou quando percebe que também é uma peça na máquina estatal e decide jogar tudo pro alto e se unir a um grupo de revolucionários, mas também quando decide se manter leal e denunciar os conspiradores. Aliás, tem uma série de finais diferentes (20 no total), o que é ótimo pra tirar a dúvida da sua cabeça quando você começar a pensar em coisas como “e se eu tivesse aceitado a propina daquele cara?”. Não pense, vá lá e faça; as possibilidades são inúmeras.

Papers, Please é um simulador de imigração que te deixa reflexivo demais e é por isso que merece ser jogado.

 

Final Fantasy Tactics Advance (2003, GBA)

Final Fantasy Tactics Advance é um jogo de estratégia que empolga. Segue os mesmos moldes da versão de PS1 e de outros jogos como Dofus, Ogre Battle e Disgaea, ou seja, você tem a sua equipe de personagens com classes diversificadas (podendo, inclusive, mesclar habilidades de diferentes classes pra desenvolver novas estratégias), controlada por turnos, que se movimenta numa espécie de tabuleiro e precisa completar objetivos específicos em cada missão (derrotar todos os inimigos, derrotar algum chefe, proteger algum NPC etc). O jogo tem uma durabilidade consideravelmente longa (300 missões no total) e não se preocupe: por ser um spin-off, você não precisa manjar da mitologia e das histórias dos jogos principais da franquia FF (tipo eu) pra aproveitar bem o jogo.

 

Sergio Schargel (Nikolai Bazarov)

Apesar do ódio generalizado que o reboot de Devil May Cry recebeu, ele é, para mim, o melhor jogo do ano. Até dezembro, porém, o melhor era disparado Wind Waker e eu fiquei realmente em dúvida sobre qual dos dois botar em primeiro, mas optei pelo DMC porque em WW eu me entediei em alguns momentos (principalmente nas últimas dungeons) algo que não aconteceu em momento algum jogando DMC (talvez por ser um jogo bem mais curto).

Meu top 5 melhores jogos desse ano em ordem:
1- DMC - Devil May Cry reboot - Xbox 360
2- The Legend of Zelda: Wind Waker HD - Wii U
3- The Legend of Zelda: Majora’s Mask - Virtual Console WII
4- Darksiders 1 - Xbox 360
5- The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D - 3DS

Menções honrosas:
- Pokémon Conquest - DS
- Kirby Triple Deluxe - 3DS
- Sonic Lost World - 3DS
- Devil May Cry 4 - Xbox 360
- Devil May Cry HD Collection - Xbox 360
- Yoshi’s New Island - 3DS
- Super Mario 3D World

 

Delavu

The Bindind of Isaac: Rebirth/Afterbirth (Microsoft Windows, OS X, Linux, PlayStation 4, PlayStation Vita, Wii U, New Nintendo 3DS, Xbox One/Microsoft Windows, OS X, Linux)

Quem era ativo na comunidade Newgrounds durante a década passada com certeza deve se lembrar do Edmund Mcmillen, ou Bluebaby como era conhecido por lá. Ed foi o responsável pela criação de uma coleção dos jogos em flash mais criativos e talvez mais perturbadores que o site tinha a oferecer na época. Se você viu o filme Indie game: The movie, sabe que Ed é a grande mente por trás do jogo Super Meat Boy, que fez um enorme sucesso no meio indie.

Em 2011, ele lançou um jogo bem bizarro chamado The Binding of Isaac. O jogo é inspirado na bíblia, tem muita inspiração em The Legend of Zelda e não deixa de ser perturbador como de costume. É a história de um bebê chamado Isaac que está sendo perseguido por sua mãe. Ela recebeu uma mensagem de Deus que deveria sacrificar seu filho para mostrar sua devoção. Com seu estilo roguelike, dezenas de itens, chefes, inimigos, finais, as possibilidades beiram o infinito. Fiquei apaixonado pelo jogo e investi nele algumas centenas de horas, o que nem é muito para quem joga mesmo.

Com isso, qual não foi minha surpresa quando Ed anunciou que o jogo ia receber um remake, chamado The Binding of Isaac: Rebirth, em parceria com nada menos do que o grupo Nicalis, que trabalhou em grandes jogos indies como 1001 Spikes, Cave Story e VVVVVV. Além de um visual todo refeito em pixel art, todo o conteúdo que existia no antigo foi aumentado, bugs foram corrigidos, incluíram um sistema de saves… Com certeza foi o jogo mais jogado por mim esse ano.

Não satisfeito, o Ed resolveu lançar um DLC chamado The Binding of Isaac: Afterbirth que aumentou ainda mais o conteúdo. Criaram um novo modo de jogo chamado Greed Mode, em que você precisa derrotar waves de inimigos, além de Daily runs. Para quem está cansado de comprar jogos e ficar entediado depois de algumas horas, The Binding of Isaac é perfeito. Tenho 270 horas nele por enquanto, e esse número vai continuar subindo.

 

Monster Hunter 4 Ultimate (Nintendo 3DS, New Nintendo 3DS)

Nunca achei que ia gostar de um jogo como Monster Hunter 4 Ultimate. Nunca fui muito fã de jogos com ritmo lento e também não estava acostumado a jogar online. No entanto, o Cloud da equipe me convenceu a comprar e surpreendentemente gostei muito. Algo no jogo me atraiu muito, talvez a enorme variedade de armas, os personagens carismáticos, o trabalho em equipe para derrotar os monstros… Ainda não é o meu estilo favorito de jogo, mas como é gratificante conseguir montar aquela armadura que você estava tanto querendo, ou acertar o combo e dar o ataque mais forte da Charge Blade. Recomendo bastante.

 

The Swapper (Microsoft Windows, Mac OS X, Linux, PlayStation 3, PlayStation 4, PlayStation Vita, Wii U, Xbox One)

The Swapper é uma das provas da importância da história para a experiência de jogo. Não que os puzzles desse jogo não sejam criativos ou satisfatórios, mas sem esse enredo misterioso e intrigante, The Swapper provavelmente seria mais um puzzle dentre os puzzles.

A mecânica básica do jogo é você superar obstáculos e coletar orbs usando o poder de criar clones e trocar o controle entre eles. Algo simples à principio, no entanto, o jogo não deixa de aproveitar todos os questionamentos que surgem disso. Durante toda a jornada, você vai encontrar vestígios da história principal e esbarrar em pensamentos existenciais. O que é a consciência?

Arriscaria dizer que o jogo tem muito do que SOMA conseguiu criar, com a atmosfera, conexão com o jogador e com a profundidade do tema.

 

Minecraft - Sky Factory (Microsoft Windows, Mac OS X, Linux)

A cada seis meses mais ou menos é a mesma rotina. Fico com vontade de jogar Minecraft, jogo por alguns dias, canso e vou fazer coisa melhor da minha vida.

Dessa vez, no entanto, resolvi fazer algo diferente e baixei o modpack chamado Sky Factory. Esse modpack inclui vários mods conhecidos de Minecraft – como Big Reactors, Extra Utilities, Applied Energistics, entre outros – e não apenas isso, mas cria um modo de jogar totalmente diferente do que estamos acostumados.

Quando você inicia o mapa, não existe nada além de uma árvore e um bloco de terra. Tudo o que vai ser criado no mapa é feito a partir somente a partir desses poucos blocos. Quer ferro? Você precisa peneirar terra, juntar pedras, quebrar pedras com o martelo, peneirar o cascalho, tirar o minério de ferro e colocar numa fornalha. Precisa de lã? Você pode usar a madeira para criar um báculo, tirar bichos da seda das folhas da árvore, usá-los para criar linha e juntar as linhas em lã.

Todos os blocos podem ser criados de algum jeito ou de outro e, não muito tarde, é possível automatizar essa produção. Depois de alguns dias de jogo, já era gratificante demais ver a ilha flutuante que você cria a partir do nada. Um ótimo modo de reinventar o jogo e dar uma experiência única.

 

SkSonicSk

2015 foi um ano meio complicado pra mim. Com pouco tempo disponível por causa da faculdade, dei uma afastada dos jogos e dos textos (vocês sentiram minha falta….Não?). Mas ainda assim, consegui tirar um espaço para algumas coisinhas. Vamos ao meu top 5.

5 - The Legend of Zelda: Skyward Sword (Wii,2011)

Depois de tanto tempo, finalmente pude jogá-lo! Talvez o fato de não jogar no lançamento me ajudou a afastar tanto os comentários positivos demais, quanto os pessimistas. Achei o jogo muito bom e não encontrei tantos problemas quanto dizem por aí. Por curiosidade: Meu irmão acabou quebrando o CD quando tava na metade, ai eu tive que comprar outro. Isso que é vontade de explorar o céu.

4 - Earthbound (SNES, 1994)

Eu me segurei por vários anos pra conseguir jogar Earthbound de uma maneira “legal”. Assim que comprei o Wii U, peguei ele no Virtual Console. E a espera valeu a pena! Ver Ness e seus amigos passando por várias cidades e enfrentado (in)imagináveis inimigos foi uma experiência muito marcante. Se por um lado o jogo tem seus lados bizarros e mágicos, por outro é uma aventura que parece que você pode viver a qualquer momento que um meteorito cair do lado da sua casa. Nunca vou esquecer a história dos quatro amigos que enfrentaram o alienígena do mal e salvaram a Terra.

3 - Metal Gear Solid V: The Phantom Pain (2015, PS3, Ps4, X360, XOne, PC)

Snake, Snaake, Snaaaaaaake! Além de um excelente jogo, o último Metal Gear de Kojima trouxe uma das melhores sensações do mundo: Desde o seu anúncio, vários trailers com referências foram anunciados, várias teorias discutidas e tudo sendo mostrado no jogo, fazendo os fãs conversarem sobre o que poderia acontecer é uma sensação, que infelizmente não há como explicar para quem não acompanha. Fechou com chave de ouro a série.

(Tirei 6 dias seguidos de folga no trabalho só pra jogar ele)

2 - The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D (2015, 3DS)

Meu xodó. Não aguentei a espera e comprei digital no dia do lançamento. Achei a capa linda demais e comprei a versão física também. É excelente e único,  e agora em 3D. Você pode ver mais considerações minhas no review que escrevi para o Hyrule Legends!

1 - Splatoon (2015, Wii U)

Não importa se você é kid ou squid, esse jogo é maravilhoso! Além de ter um gameplay divertido, a variedade de armas é muito bacana, e junto com os diversos updates que Splatoon recebe faz com que o jogo fique menos enjoativo e sempre tenha conteúdo novo. Mas o que me surpreendeu foi a quantidade e diversidade de roupas e acessórios, fazendo com que não só seu personagem, mas que toda a Inkopolis seja única e bastante estilosa!

 

Caio

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes (2014, PS3, PS4, X360, XOne, Windows)

Apelidado (a) carinhosamente de prólogo para o real MGSV (Phantom Pain); (b) maldosamente de Demo Paga, Ground Zeroes me fez lembrar tempos de infância no qual eu tinha um N64 com Mario Kart, Star Fox e Ocarina of Time e, mesmo já tendo terminado cada um, rejogava praticamente todos os dias pelo simples prazer, como se fossem brinquedos ou músicas que nós ouvimos de novo e de novo pelo simples prazer da experiência em si e não pelas conquistas ou por “avançar na história”. O jogo é uma única missão que você pode terminar fácil em menos de uma hora, ambientada num mapa delimitado, porém aberto na questão de como ele funciona: diversas coisas a se fazer e tangenciando ao infinito a variedade de formas de fazê-las, os caminhos para se chegar no mesmo lugar e permitindo que você se auto desafie de formas diferentes a realizar cada seção.

Pode ter sido feito e lançado assim pelo fator caça níquel ligado à indústria, ou por conceito do Kojima. Pode não ter muito mais valor agora que já temos The Phantom Pain aí, mas ajuda a lembrar que jogos ainda podem ser criados só para serem experiências divertidas.

 

Her Story

Você é você mesmo, mas você é um detetive mexendo num computador com arquivos de vídeo que são diversas entrevistas com uma mulher sendo interrogada acerca de um crime ainda sem solução. Você vai anotando palavras e fatos dos monólogos da moça, fazendo buscas no terminal por mais vídeos e pistas catalogadas, juntando as peças até que se julgue capaz de dar um veredicto. Não há uma resposta totalmente certa, como na vida real, então é possível e provável que você jogue e chegue a várias conclusões e faça vários julgamentos e depois, repensando, rejogando ou conversando com amigos comece a questionar sua própria decisão. É muito, muito legal como a história é fragmentada e exposta de maneira não linear, de como o próprio jogo brinca com sua opinião conforme você obtém mais informações e como é uma proposta diferente do padrão que continua sendo divertida - e inclusive desafiadora - como um videogame mesmo. Marcou de maneira bem legal umas semanas da minha vida em 2015.

 

UnderTale (2015, Windows e MacOSX)

Para mim, o melhor jogo lançado em 2015 e um dos melhores já feitos na história do mundo. Undertale é um RPG que parece ter visual retrô, simples, até tosco às vezes, mas é lindo na mistura de estilos, parecendo um fanzine artístico. Segue, de duas formas, o clássico EarthBound (1994, SNES). A primeira é superficial e consiste em se basear no mundo “real e atual” com crianças lutando contra monstros, humor inteligente nos diálogos e situações -mecânicas e história- que zoam desde a própria mídia videogames a nossa vida real. É mais um tributo a EarthBound, essa primeira forma.

Entre a primeira e a segunda, ele se inspira em outros RPGs, e aí ele acerta muito (mais que suas inspirações, afirmo sem medo) e vira um conjunto realmente perfeito: a decisão simples de batalhar evoca coisas a la Paper Mario: você luta contra os monstros entrando em sequências de micro jogos para atacar e se defender. Isso já faz todas as horas de treino por experiência serem sempre divertidas. Outro lado, parecido com a Shin Megami Tensei, mas que parece muito mais natural e útil, permite “Agir”, o que traz o contexto de “ações não violentas” que variam conforme o oponente e envolvem de conversar a barganhar a flertar (e não posso dizer mais pois é legal descobrir), obtendo resultados diferentes e situações únicas que valem cada minuto a mais. E o jogo meio que muda sempre alguma coisa dependendo de como você interage com cada elemento dele.

A segunda forma pela qual ele segue EB é sendo único por ser sincero, bem feito, subversivo em quase cada seção e um dos melhores RPGs e jogos que já experimentei na vida. Não mudou meu caráter e visão de mundo (como EarthBound e sua sequência Mother III) mas me deixou com uma sensação… boa, boa demais na verdade, uma das melhores. É um dos jogos que me fez pensar “Poxa vida VIDEOGAMES SÃO COISAS GENIAIS MESMO!”, criou memórias que eu imagino que nunca vou - não quero - esquecer e é um jogo que eu vou querer revisitar de tempos em tempos e sempre recomendar.

 

The Beginner’s Guide (2015 - Windows, MacOSX)

O novo jogo de Davey Wreden, criador de The Stanley Parable. Se você não gostou de Stanley Parable, vai odiar O Guia do Principiante; se você gostou de Stanley Parable, talvez goste do Guia. Talvez. Porque ele é ainda “menos jogo” do que StanleyP. Porque ele é ainda mais “coisas pra fazer pensar” do que foi o outro. Spoilando parte da experiência a fim da sinopse (é um crime mas eu faço crimes às vezes), é uma espécie de turnê minimamente interativa por situações compostas de pequenas mecânicas e a empolgante narrativa do próprio Wreden.

Eu disse que ele é “menos jogo”, no sentido do que geralmente é esperado de um jogo… mas isso “faz parte do show”, risos, porque ele questiona bastante o que é um jogo - não só perguntando verbalmente a questão, mas meio que fazendo você jogar a pergunta e suas diversas possíveis respostas. Tudo o mais que eu disser aqui vai estragar a experiência do jogo, porque a própria surpresa de como ele funciona, mesmo para quem comprou cegamente por ter amado Stanley Parable (como eu) faz parte da proposta.

Foi uma experiência que construiu coisas em mim.

 

Brothers: A Tale of Two Sons (2013 - X360, XOne, PS3, PS4, Windows, iOS, Android, Windows Phone [!!!])

Segue a escola inciada por ICO (PS2, PS3) em 2001: uma aventura curta e sentimental, com dois bonecos que você deve guiar por cenários tridimensionais vastos que servem de contextos para puzzles criativos com um único conceito explorado da forma mais simples até o ápice. Aqui, você usa o controle para mover os dois irmãos ao mesmo tempo: cada analógico faz um andar e cada gatilho (no controle do XBox, digamos, L e R) ativa a ação de cada um mediante o contexto. O mais velho é forte e nada, o menor é leve e compacto, e você é posto em situações que exigem alguma lógica, ritmo e sincronia para que os garoto consigam passar juntos pelos obstáculos e cumprir sua missão.

Não é tão filosófico quanto Beginner’s Guide, não é tão cheio de detalhes quanto Undertale, mas foi o jogo que mais uniu beleza e diversão que joguei nesse ano. Ele é todo lindo, mas tem partes específicas que marcam bastante, nas quais eu me peguei largando o controle e pensando Não é possível que o jogo quer que eu faça isso mesmo! Prêmio Caio Orisscheel de experiência inesquecível.

 

 

E você, gostou especialmente de qual(is) jogo(s) em 2015? Escreva para nós ou comente abaixo com recomendações, sinopses, mini-reviews (cuidado com spoilers) e boa jogatina para todos nós.

Perfil institucional do Zelda.com.br.

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