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Abra os olhos: O que achamos de Breath of the Wild

“Abra os olhos”

Mais do que um novo elemento - a atuação por voz - na franquia, a frase representa um bocado a relação do público com a nova aventura de Link, o antigo Zelda U, que se transformou em Zelda UX e finalmente emergiu como The Legend of Zelda: Breath of the Wild - BotW para os mais íntimos -, trazendo diferentes despertares para cada um dos aventureiros. Nessa nova pedra da fofoca nós vamos contar como acordamos com esse novo mundo.

 

Twero

Eu já havia expressado meu desejo de que o novo Zelda tivesse inspirações do longa animado “Princesa Mononoke” em uma Pedra da Fofoca anterior. Assim que o trailer abriu e fomos apresentado ao mundo aberto e selvagem, o maior foco do jogo, quando vemos Link mostrando o que pode fazer no jogo (escalar, interagir com o ambiente, domar cavalos etc…) ao som de uma música que eu ainda busco palavras para descrevê-la… foi quando abri um sorrisão em ver que meu desejo foi ouvido.
Acredito que assim como a maioria das pessoas tivemos nossas expectativas não só atendidas como superadas. Se pés recuados por uma Treehouse totalmente focada em um jogo para o que muitos consideraram o melhor jogo de toda E3. Depois vimos as demos jogadas, centenas de informações, entrevistas e coisas nos foram mostradas posteriormente somente para confirmar que esse é um Zelda ambicioso. O sistema de crafting, de poder mudar de roupa, sendo que elas possuem um efeito diferente no Link, são coisas que eu sempre desejei na série e agora teremos e de uma maneira incrível. O sentimento de hype igual à época que antecedeu o lançamento do Twilight Princess está retornando. Vejo muitos querendo jogar nele o quanto antes, milhares de teorias explodindo internet afora (tal qual o TP fez) e, se eles conseguirem trazer novamente aquele sentimento de aventura e de exploração intrínsecos ao primeiro Zelda, então Aonuma e o Fujibayashi (diretor do Skyward Sword e que assina a direção de BotW) terão conseguido não só trazer um Zelda ímpar em toda a série, mas um jogo que ficará marcado na história.

Shadowlink

Antes dessa E3 eu estava com expectativas bem baixas quanto ao jogo. Um ano de silêncio ao redor dele, depois de mostrarem bem pouco em duas ocasiões, me fazia ter bastante medo do que estava por vir. Agora, meu hype está um pouco maior, gostei bastante do que mostraram. Porém, por mais divertido que tenha sido acompanhar as aventuras do pessoal pelo Great Plateau, os meus medos ainda não estão completamente enterrados.

A área inicial do jogo parece bem populada com conteúdo, mas sendo pouco mais de 1% da área total do mapa, existe uma chance das coisas ficarem tediosas ou mais escassas conforme o jogo for passando. O sistema de Shrines, principalmente, parece ser algo que vai enjoar rápido, se não fizerem algumas coisas para adicionar variedade. O foco dos desenvolvedores ainda parece estar muito em fazer as coisas grandes demais, correndo um grande risco do mundo eventualmente perder o brilho e cair em um esquema formulaico e tedioso.

Mas também não dá pra ser 100% pessimista. O jogo está absolutamente lindo, os novos sistemas de armas e equipamentos parecem super interessantes, assim como a física do jogo. A multitude de referências, principalmente aos jogos mais antigos da série, me dão uma esperança de que eles consigam capturar um pouco da magia daqueles jogos, principalmente do primeiro jogo da série, cujos grandes méritos são facilmente esquecidos pelo grande público.

Mas agora só resta esperar até 2017, e torcer para meus medos serem infundados, e o jogo continuar excedendo minhas expectativas.

Patrick

Eu acordo dentro de uma caverna misteriosa – parece que eu estava numa espécie de incubadora mágico-futurista; não sei – ao som de uma voz mais misteriosa ainda. “Abra os olhos”. Abro-os. E não preciso perder muito tempo pra aprender a me locomover no espaço: tudo parece tão intuitivo e natural. A voz fala: “agora vá”. Eu vou. Saio da caverna e agora eu sou completamente livre pra explorar este mundo que se expande no horizonte. E eu posso, até, alcançar o horizonte; mais ainda, eu QUERO alcançar o horizonte. Não quero mais seguir as direções dadas por uma bússola, marcadas por outrem no meu mapa nem seguir ordens de uma “ajudante” irritante que me segue pra todo canto, mas ser guiado pelo meu próprio senso de exploração, pela minha própria direção.

O novo Link não segue os passos do herói de Skyloft nem do Herói do Tempo: ele segue os meus passos. Eu sou Link – ou pode ser que seja eu quem o siga, já que é ele que corre, pula, luta e escala. Mas ele faz o que eu mando, então tá tudo bem. Na verdade, o novo Link segue os passos do primeiro Link da franquia, do Herói de Hyrule, mas esse também era eu. Corrijo: o novo Link caminha à frente do Herói de Hyrule. O novo é a superação do antigo. Na primeira tela de The Legend of Zelda (NES), quando nos é apresentada a terra de Hyrule, temos três opções de caminhos (leste, norte e oeste), além da caverna onde encontramos o Old Man.

Éramos, portanto, obrigados a seguir por uma dessas direções. Porém o novo Link é capaz de escalar e agora o sul também existe para além da parede verde. O que será que esteve escondido ali embaixo durante os últimos 30 anos? “Agora vá...e descubra por si mesmo” deve ser o novo lema da franquia. Vá e seja feliz. O Link de Breath of the Wild é a superação do Link de The Legend of Zelda e isso faz de nós, consequentemente, uma superação do que éramos antes. E eu acho que esta é a magia do novo Zelda.

 

SkSonicSk

Estava bem desanimado com o jogo no geral, afinal tinha muito tempo sem mostrar e bem, isso não era um bom sinal. Durante a apresentação, creio que sou um dos poucos que ficaram decepcionados com o que foi exibido.

Não que as ideias possam ser ruins, longe disso. Acontece que os trailers e vídeos focavam em coisas que não deveriam ser o foco em Zelda. Fiquei meio triste em não ver cidades, absolutamente nada da história e o foco do trailer principal ter sido em o Link caçar e ficar se escondendo por aí em um mundo vazio. Embora a Nintendo diga que não revelou coisas como história e afins para não spoilar os jogadores, é preocupante o foco do novo Zelda ser essas novas habilidades e sistemas (como camuflagem, sistema de desgaste de armas, caçar), coisas que não são novidades em jogos estilos “mundo aberto”, abrindo mão de mostrar detalhes da franquia em si.

No fim, pra mim foram muitas novidades na série - que não são tão novidades em jogos num geral - e pouco de The Legend of Zelda. Se mesclassem entre tudo o que foi apresentado com uma pitada de história, talvez estaria animado para o jogo. Espero estar errado, mas até agora esse jogo me parece bem fraco.

 

Matheus M

Trailer: "Open your eyes!".

Eu: "MAS QUE QUE ISSO MEU PAI, NUM PODE CÊ, OIA, DUBLARAM A BAGAÇA, OIA LÁA!! AI MINHA HYLIA!".

A minha primeira reação, apesar de demonstrada a cima por duas frases, na verdade foi de silêncio. Eu ouvi a fala, entendi o que tinha dito, mas meio que não tinha processado ainda, não caiu a ficha até ver algumas imagens. Eu fiquei estático, não acreditava, era algo que mesmo esperando por causa dos rumores, me pegou de surpresa. Não foi uma confirmação de "olha, estamos dublando", ou o trailer jogar tanto na sua cara da dublagem a ponto de tudo ser falado, mas, sim, soou natural. Como se aquilo sempre fizesse parte da série.

Na verdade "abriu os meus olhos", porque o meu hype por BotW era tanto que  eu não conseguia visualizar como seria o jogo. Tinha muitas questões a serem respondidas, e aquele trailer, diferente de outros anúncios de Zelda (podemos dizer que este é o "anúncio oficial", porque né), não foi tão ao estilo épico no sentido de mostrar tanta coisa dramaticamente posicionada te dizendo como ele é grande. Achei que foi o mais simples até agora na série. Mas com essa simplicidade ele conseguiu passar uma energia, passar a ideia dele: este mundo é enorme, porém é só você lá. O mundo que você conhece existe, mas está diferente. Totalmente diferente. Tudo aquilo que você acreditava em Hyrule, foi destruído. Eles conseguiram passar essa grande ideia do jogo sem o trailer ser "brilhantoso".

E, poxa, que imagens são aquelas? Em um artigo que fiz sobre o BotW alguns dias antes da E3 2014, eu disse que o jogo seria uma evolução dos gráficos de Skyward Sword, onde os modelos seriam mais realistas e as cores do cel-shaded teria mais detalhes. Eu fiquei um pouco insatisfeito com o que eu vi em 2014, apesar de ter gostado, porque as cores apesar de bonitas estavam meio aguadas, e aquilo me passou uma impressão amarga. Porém neste trailer, eu quebrei a cara. Era EXATAMENTE ISSO que eu tinha pensado para o jogo. Caramba aquelas montanhas, as construções, aquele Templo do Tempo, as florestas, aquilo é lindo demais. Nostálgico. Sei lá, é incrível.

Eu também tinha comentado em um Pedra da Fofoca de 2014 do que eu gostaria que BotW se inspirasse, e comentei que seria bom uma história com uma pegada mais dramática, envolvente, e se baseasse em The Legend of Korra. E, olha, acho que será assim. A história nunca será o mais importante, porém aquilo mostrou como BotW tem um conto misterioso por trás que continuará envolvendo o jogador (assim como o mistério do sono de 100 anos de Link). Você poderá escolher o que gostará de acompanhar na história, o que você fará, o que descobrirá. E isso é algo de outro mundo.

O jogo conseguiu abraçar a ideia de sair da zona de conforto muito a sério e mesmo que tenha os elementos de Zelda ali, BotW conseguiu dar um sopro de ar selvagem e novo para a série. Zelda nunca será o mesmo, e isto é ótimo.

Guilherme

Definitivamente, acompanhar o hype de um Zelda de console é uma experiência bem gratificante, é como despertar de um longo sonho -sim, a referência é proposital - e ver todo aquele mundo novo para ser descoberto é mais importante ainda, dado os rumos que a série foi encaminhando no último lançamento de console (eu sei que A Link Between Worlds foi um baita jogo e abriu as portas da modernidade da franquia mas infelizmente a força de um console é maior que um portátil) levando ao ponto de total transformação que parece ser Breath of The WIld -aquele que pode bater o jogo que você mais gosta.

De tudo o que foi falado com relação ao jogo até agora e de todas as suas especulações, é interessante observar que tudo que está no Great Plateau parece um trecho do próprio trailer lançado naquele dia 14: uma mistura de grandes elementos de outros lugares temperados com poucas falas, que eu tenho grande desconfiança que seja da princesa em sua forma tradicional ou em forma de Sheik/Tetra e pó mágico de Hyrule.

Mesmo que muitos fãs (como eu) pedem por mais aventuras Terminianas, voltar ao seu clássico agora revisitado e contemporâneo é uma alternativa válida para trazer aquele aventureiro que está perdido buscando outras formas de demonstrar amor por Hylia. Por outro lado, até agora, por mais que eu queria afirmar que Breath of the Wild irá revolucionar o mundo dos gueimes. Ele não irá ter o mesmo impacto gigantesco de Ocarina of Time teve na época (impacto mesmo e não estou querendo discutir melhor Zelda - me procurem no grupo ou em redes sociais para tretar), mas como todos os outros, deixará marcas que podem um dia ser de extrema importância no cenário. E o mais importante de tudo, esse novo jogo não tentou ser o melhor de todos ou para todos, esse novo Zelda simplesmente tentou ser o melhor para ele mesmo, notando que uma mudança dessas pode trazer um novo suspiro, mesmo que selvagem.

Perfil institucional do Zelda.com.br.

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