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O que esperar de... Jogos lineares

O que esperar de Hyrule em Zelda U jogos lineares

Um ano atrás, eu fiz um texto escrevendo sobre jogos não-lineares e sobre o que esperava nisso no próximo jogo da série. É um dos meus textos preferidos, vale a pena a leitura e se você não o leu, veja-o pois é prequel para esse texto. Ainda mantenho a mesma opinião e torço para que o jogo seja do jeito que sugeri.

Porém…

Depois de sucessos de crítica e vendas como GTA V, The Witcher 3 e Metal Gear Solid V: The Pantom Pain, a maioria do público gAmEr, novatos no assuntos, jornalistas e enfim, muita gente, começou a apontar os JOGOS DE MUNDO ABERTO como o FUTURO DOS GAMES. A mesma indústria que já apontou que controles de movimento iam ser o futuro dos jogos e que a Nintendo ia falir (desse jeito dá pra rolar um teste “Qual futuro dos games você é”).

Definindo os conceitos

Vamos voltar ao primeiro ponto de discussão que apontei: The Linear RPG. O joguinho que você vai de ponto a outro, ganhando experiência para conseguir ir mais adiante, enquanto a história rola por trás. E aquela história né: Todo jogo apresenta um processo semelhante, afinal se você precisa ir para o ponto C da história, precisa passar pelo ponto B ou A. Em algo não linear, temos a possibilidade de “pular” o B e ir direto pro C.

Bem, são duas propostas diferentes. Se em jogos lineares, temos uma experiência melhor voltada para algo com maior foco em histórias, uma vez que o roteiro funciona como uma espécie de escada - você precisa passar por todos os degraus. Já as experiências mais abertas, em jogos não lineares, deixam um foco maior na aventura do jogador - afinal, ele que decide os seus passos.

Skyward Sword

Skyward é um dos jogos mais criticados da série, sendo apontado como uma falha no quesito de liberdade e exploração. Mas será mesmo que funcionaria dessa forma? Além da questão do hardware limitado, temos a história peculiar a ser contada.

Skyward Sword é um dos meus Zeldas preferidos, mesmo ele sendo bem diferente dos outros. Além da questão da jogabilidade, a história - o foco principal - é algo bem difícil de repetir nos futuros jogos, por se tratar do primeiro Link, a primeira Zelda, Triforce, etc. E uma vez que a história é o foco principal, não dá muito para se imaginar um jogo com grandes sidequests, ainda mais com o Ghiharim perseguindo a Zelda e Impa o tempo todo.

Se, por um lado, Skyward tem seu jeitinho, o mesmo aplica-se a outros jogos da série. Zelda 1, por exemplo, surpreendeu por não ser um jogo totalmente linear e ter um mapa livre para explorar. Se o jogo fosse “apenas” um editor de dungeons como era a ideia original, ou só um híbrido disso - sei lá, talvez as dungeons em sequência? - acho que não chamaria tanta atenção.

No fim, acaba dependendo do diretor determinar o que é (ou não) importante para o jogador. Se por um lado em Skyward Sword não podemos “skipar” dos eventos, em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain temos tanta liberdade que podemos até matar uma das personagens principais antes mesmo de recrutá-la(!), fazendo com que toda a história relacionada com ela não seja contada. Será que com outro diretor, isso seria possível? Será que Skyward Sword seria melhor se pudéssemos fazer nosso caminho a ponto de skipar a cena de confronto no Gates of Time? Qual o impacto que isso traria para o jogador?

Nenhum dos dois é o futuro

Existem jogos lineares e não lineares (além de um tipo de estrutura que mescla ambos, tendo A Link Between Worlds). Se, de um lado, não consigo imaginar Skyward Sword, Metal Gear Solid 2 e Bioshock Infinite como jogos de mundo aberto, por outro, não consigo ver The Phantom Pain, Zelda 1 e GTAV como lineares. São experiências diferentes e ambas devem ser valorizadas, mas nenhuma delas é a definitiva™

Isso aqui é a ERA WITHOUT HERO dos videogames

Se um jogo é bom ou ruim, vai muito além de ser linear ou mundo aberto. Tudo depende do diretor do projeto e a experiência que ele quer passar para nós, jogadores. E com tanta coisa diferente, sorte a nossa, que podemos gostar de The Phantom Pain e Skyward Sword ao mesmo tempo.

Mago das palavras e defensor do brócolis com filé de frango, vê Waluigi como um exemplo de vida a ser seguido

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