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As Referências e Inspirações do Primeiro Zelda em Hyrule Warriors

Quando Hyrule Warriors foi lançado, ele deu aos jogadores o que prometia: um crossover recheado de referências e fan-services para qualquer fã da série Zelda passar horas e horas catando. Seja nas mais óbvias, como os personagens e cenários, até nas mais bem escondidas e que exigiam um pouco de esforço para serem encontradas, como itens, equipamentos, badges, entre outras coisas oriundas de diversos Zeldas. Mesmo referenciando vários jogos da franquia, existe um em particular de onde o game pega que chega até servir de inspiração para diversas coisas. E ele pega emprestado tantos elementos que vão até a cerne do Hyrule Warriors, de como algumas mecânicas foram feitas e até como se joga o jogo. Estou me referindo ao sempre relevante e pioneiro The Legend of Zelda, o Zeldinha do NES.

Antes de qualquer coisa, arme-se.

Antes de partir para as referências óbvias (ou talvez não tão óbvias assim, como irei destrinchar aqui), vamos começar pelos equipamentos e armas utilizados por alguns personagens. Começando pelo garoto da lenda: Link. Além da óbvia 8-Bit Sword e a recente Classic Tunic (apesar de algumas pessoas acreditarem que a roupa na verdade é uma referência ao desenho dos anos 80 da série ou até mesmo uma referência velada aos jogos do CD-i, mas careço de fontes), em verdade boa parte do arsenal de Link advém do primeiro Zelda.

Começando pela Hylian Sword. Além da espada básica e da Master Sword, Link consegue mais duas espadas: a White Sword e a Magical Sword. Ambas são espadas encontradas no primeiro Zelda, sendo inclusive baseadas nas sprites daquele jogo.

Não o bastante, a própria Fire Rod, um item corriqueiro na série, é mais puxado na sua primeira encarnação, no Zeldinha. Não só em termos de design, mas até nos golpes que dispara

Falando em Wizzrobe, vamos falar de um personagem de Hyule Warriors que é inspirado nesses inimigos: Wizzro. Não apenas alguns de seus ataques são oriundos dos golpes mágicos desses magos, mas a sua arma também é um item que veio do primeiro Zelda: os anéis azul e vermelho. No Zelda do NES, esses anéis têm propriedades defensivas, cortando pela metade o dano que Link sofre em combate. Não se limitando aos itens, uma das skins de Wizzro do DLC do Master Quest o permite ficar praticamente azul, no mesmo tom dos Wizzrobes azuis do jogo clássico.

Chefes da velha guarda

Muita gente ficou pulando de alegria ao ver, nos primeiros trailers do Hyrule Warriors, o monstruoso Rei Dodongo como um dos chefes. O que pouca gente sabia era que ele não era uma reencarnação (pelo menos não direta) do Dinossauro Infernal do Ocarina of Time, mas sim de um dos primeiros chefes do Zeldinha. Mas ele não estava sozinho.

Além dele, Gohma e Manhandla também são oriundos do primeiro Zelda, tanto em termos de design, que remetem às suas primeiras aparições, como as formas de derrotá-los, que fazem uso dos mesmíssimos itens (com exceção de Manhandla, que precisou cobrir tabela e precisa ser derrotado usando o bumerangue

Mil aventuras viverei

Daí chegamos na maior e mais óbvia referência ao primeiro Zelda: o Adventure Mode. Um modo em que andamos pelo mapa de Hyrule, tudo aos moldes de 8-bits e música da época. Mas não se iludam pensando que tudo é só uma tela de uma referência bonita. Em verdade, o Adventure mode é totalmente inspirado no primeiro Zelda. Até na forma de jogá-lo!

Começando pela premissa do modo: você precisa explorar o mapa, ir vencendo os desafios e desvendando segredos até encontrar o “Dark Lord”. O mapa não está totalmente liberado, precisando que o jogador jogue em cada quadrante, vencendo os desafios propostos e liberando novos quadrantes. Alguns exigem a utilização de itens em cenários específicos do mapa, como o clássico “usar a vela em uma moita para revelar um segredo”.

Só pelo fato do modo não dizer onde exatamente se encontra o tal “Dark Lord” incentiva o jogador a sair pelo mapa em busca dele, numa grande exploração. Isso é praticamente a essência do primeiro Zelda: exploração em busca das dungeons e de segredos até enfrentar o grande vilão do jogo.

Inclusive, boa parte dos segredos são os mesmíssimos do Zelda do NES, até no item exigido para desvendá-los! Se, por ventura, você jogou recentemente o primeiro Zelda e se lembra de como desvendou os segredos do mapa, se sentirá em casa e poderá economizar o uso de bússolas para revelar tais segredos.

Ligando Links de diferentes gerações

É inegável que o gameplay sólido vem da série “Warriors” da Tecmo Koei, mas não deixei de notar como o nível de referências ao primeiro Zelda se sobressai em relação aos demais Zeldas. Praticamente todo o modo Adventure funciona seguindo mecânicas que nasceram no Zeldinha. Além de tudo isso, ele incentiva o mesmo que o primeiro Zelda, coisas que são o cerne da série: explorar e desvendar segredos e o misterioso, tudo com poucas dicas — o que te obriga a vasculhar cada quadrante do enorme mapa de Hyrule.  Enquanto as pessoas esperam por Zeldas futuros que tragam à tona esse nível de exploração, Hyrule Warriors já presta uma bela homenagem ao primeiro Zelda e mostra ao público mais novo como esses ideais são muito prazerosos e desafiadores.

“Finalmente a paz reina sobre Hyrule. Esse é o fim da história.”

Diretor de traduções do site, participante dos podcasts do site. Também desenho quando dar na telha

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