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Vinheta para a seção Lente da Verdade

Outra visão da timeline: Link em todos os universos

A série The Legend of Zelda sempre teve um enredo que intrigou e despertou muito o interesse dos jogadores. Os jogos foram sendo lançados e os mistérios e incoerências no enredo surgindo, chegou um momento em que os jogadores tentavam montar a linha do tempo da série. Diversos jogos foram colocados como história de origem e, logo, a Nintendo parou de dar tantas explicações em relação à posição dos jogos em sua timeline.

 

Diversos fãs pegavam referencias, citações e diversos outros pontos que davam pistas da relação de um jogo com o outro, tentando explicar quem vinha antes ou depois. A linha do tempo dos jogos da série Zelda foi um mistério por muitos anos, muitos dos jogadores já cogitavam a ideia da série ser apenas vários contos isolados, essas referências eram apenas easter eggs. Mas, como todos sabemos, isso não era verdade e a linha existe. É recomendado assistir o documentário sobre a timeline de Zelda produzido pela GameTrailers para melhor entendimento.

Os jogadores tentavam montar a timeline, mas cada vez ficava pior encaixar os jogos em uma única linha do tempo. Até que Aonuma deu uma entrevista dizendo que a linha do tempo se dividia em duas, tudo decidido nos eventos finais de Ocarina of Time. Isso foi de grande ajuda para os fãs, pois dessa maneira eles tiverem mais liberdade para tentar criar uma nova linha.

Em 2011, foi lançado o livro Hyrule Historia, em comemoração aos 25 anos da criação da franquia Zelda. Até aí, a história já havia sido encaixada em diversos jogos, mas as pontas soltas que já assombravam os fãs continuavam. No livro, foi revelada a existência de uma terceira linha do tempo, em que Link é derrotado por Ganon no final de OoT e assim ocorrem os eventos de A Link to the Past. Essa informação da derrota de Link era desconhecida por todos, só foi revelada no livro. Coisa que agradou boa parte dos jogadores de longa data da franquia, pois finalmente havia acabado a angústia de saber a ordem dos jogos. Mas chateou muitos outros, pois Aonuma já havia dito que o desconhecimento da timeline enriquecia a série, pois fazia os jogadores pensarem em como se encaixava a história. Além disso, muitos não aceitam muito bem a montagem da linha oficial da Nintendo e discordam dela. 

Enfim, as linhas do tempo são pontos no enredo da série que podem fazer a pessoa se interessar mais pela história, ou desestimula-la a jogar os games da série, achando confuso. A série Zelda é considerada, por muitos, complexa, tanto em enredo, quanto em gameplay. Já ouvi muito de conhecidos “Zelda... Joguei e não entendi nada” ou “Joguei o do Wii e é chato”. Muitos desses jogadores tentaram começar pelo elogiado Twilight Princess, sem noções de inglês e nunca tendo jogado muitos jogos do gênero RPG. Assim, é difícil começar e saber o que fazer, leva tempo até se acostumar como o jogo funciona. E, quando a pessoa pensa em começar a descobrir o enredo, descobre que aquele jogo é uma peça em meio a uma das três grandes linhas temporais, pode parecer difícil e desestimula o jogador.

Já outros jogadores, assim como eu, acham que outras linhas do tempo são uma ótima ideia, pois os desenvolvedores tem mais liberdade para trabalhar com o enredo do jogo, ignorando fatos que ocorreram em outros games e reaproveitar ideias de jogos de uma linha temporal para a outra. Como exemplo, temos a máscara de Majora de A Link Between Worlds, que não foi destruída naquela realidade, pois foi destruída em outra linha do tempo, na do Link criança, com isso eles podem fazer um futuro game utilizando este elemento, mas com outros eventos, pois é outra realidade.

Essas linhas alternativas lembram algo bem comum nos quadrinhos, que é a criação de vários universos alternativos. Lá temos exemplos suficientes que isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo, pois há várias histórias ruins dos personagens e clássicos como Reino do Amanhã, que se passa em um futuro alternativo do universo DC. A diferença entre Zelda e o universo dos quadrinhos é que, em Zelda, é sempre a mesma equipe competente, enquanto nos quadrinhos existe uma grande rotatividade de escritores e desenhistas que, as vezes, conseguem boas histórias e, as vezes criam grandes fiascos que só servem como desculpa para reunir personagens e irritar os leitores. 

No universo Marvel podemos citar o Ultimate e o universo cinematográfico que é uma coisa a parte dos quadrinhos, personagens são mudados em ambos os universos, eventos, personalidades, fatos importantes dentro daquela realidade. Muitas alterações são feitas em universos alternativos, isso muitas vezes se prova bom pelo fato de que se é possível imaginar novamente personagens já estabelecidos, um ótimo exemplo pra isso é “Os Supremos” da Marvel, são os “vingadores” do universo Ultimate e lá vemos características de personagens importantes sendo alteradas e bem trabalhadas, resultando em uma história melhor que muitas das do universo “original”.

É de se pensar que é confuso, mas a ideia realmente nos deixa mais interessados. Estão todos ansiosos, pensando e cogitando onde o Zelda U vai entrar na timeline. Enfim, estamos todos aguardando para ver quando a máscara de Majora vai aparecer na linha do Link derrotado novamente e na linha que o herói da lenda não apareceu. Ou quando o reino de Lorule, ou o reino dos twilights aparecerão nas outras linhas e quando os desenvolvedores visitarão novamente mundos já conhecidos pelos jogadores e trarão novas histórias com conhecidos mundos para visitarmos de outras maneiras.

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