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A construção do grande Ocarina of Time

Há pouco tempo tivemos a disputada copa Hyrule no site Hyrule Legends, aconteceu que o favorito venceu, The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Podemos dizer que foi porque é o jogo que a maioria jogou, ou que já é tradição idolatrar o game, porém diversos jogadores da série discordam, dizem que o jogo já está datado e que os sucessores dele já o superaram a um bom tempo. Mas a discussão desse artigo não colocará em xeque a vitória do game, mas sim sua construção por um todo. 

Desde o primeiro jogo da franquia The Legend of Zelda temos jogos que foram aclamados por crítica e público, mas OoT em especial recebeu uma atenção maior por ser o primeiro Zelda em 3D e ser um dos primeiros jogos a conseguir transpor com enorme sucesso seu mundo 2D para o 3D, pode ser considerada a melhor execução ao lado de Super Mario 64. O jogo é um dos mais bem avaliados da história dos jogos, com um ótimo número de vendas, amado por milhares de jogadores ao redor do mundo e extremamente bem trabalhado. É provável que toda essa qualidade que conhecemos venha do emprenho dos desenvolvedores, mudando diversos aspectos sem medo de errar, como a mudança do game de 1ª para 3ª pessoa, atenção com os detalhes como a animação de abrir baús entre outros. 

Os jogos de Zelda sempre foram bem trabalhados, desde o primeiro com um grande mapa para pouco hardware, uma história considerada desenvolvida para a época, dungeons com puzzles inteligentes e boas construções de cenários, além de gráficos considerados acima da média para a época. A Link to the Past considerado até hoje um dos melhores da série seguiu a mesma linha do primeiro jogo da franquia e superou seu antecessor para muitos jogadores. O jogo novamente teve uma construção digna de grandes desenvolvedores, pois a construção dos dois mundos com um enredo convincente fez diversos jogadores adorarem e isso só provou a competência da equipe que desenvolvia a franquia. 

 

Quando vi Ocarina of Time a primeira vez, achei tudo aquilo enorme, um grande mundo com uma grandiosa história, foi algo extremamente cativante e divertido na época e toda essa grandiosidade do game nunca havia sido questionada por mim. Em 2011 foi lançado o remake do game para o Nintendo 3DS e logo consegui o meu, com muita empolgação quis embarcar novamente naquele grande mundo, mas enquanto jogava o remake do jogo percebi que na verdade aquele mundo não é algo assustadoramente grande como achava, na verdade tudo pareceu mais uma questão de planejamento e construção. A primeira coisa que se nota é a pouca instrução do jogo, te manda procurar a espada e comprar um escudo, logo em seguida o enredo vai se desenvolvendo lentamente, até chegar na árvore Deku e entrar nela, dai nós já podemos nos deparar com a primeira dungeon de um Zelda em 3D, com puzzles bem criativos e diferentes do que já estávamos acostumados ver em Zeldas anteriores que tinham ambientações totalmente em 2D.

Logo o game nos apresenta a grandiosidade do enredo e nos manda para diversas partes do mapa com uma aula de roteiro e criatividade, quando começamos a entrar e descobrir as dungeons, cada uma com sua particularidade e desafios próprios que a tornavam única, além da revelação de cada sábio após seu término, o tão odiado ou amado Water Temple tem um dos level designs mais complexos e bem feitos da história dos jogos, basta olhar sua complexidade e funcionalidade para saber que é uma construção digna de admiração em relação aos criadores do jogo, pois subimos e descemos o nível da água, temos diversas portas, entradas, saídas, etc e tudo isso sem ter pontas soltas, apenas da um nó na cabeça do jogador, mas essa é a graça, pois é um grande desafio terminar aquela parte do jogo e depois uma gratificante sensação de conquista.

 

Um ponto em Ocarina of Time que não é visto em todos os Zeldas é seu ritmo, o jogo simplesmente não esfria, a todo momento acontece algo e a história só vai aumentando e você descobrindo coisas sobre aquele mundo, junto com dungeons que trazem cada vez mais desafios. Um ponto que com certeza não passou despercebido pelos jogadores foi a questão sonora no game, além do jogo trazer a música como função na história e gameplay de uma forma muito divertida, inseriu músicas que os jogadores conseguem se lembrar até hoje só de olhar para a região, pois são tão marcantes que ficaram na cabeça e são lembradas com muito carinho, a região de Gerudo Valley tem uma das músicas mais icônicas e apreciadas da série, conseguindo  até conquistar pessoas que nunca sequer jogaram um jogo de Zelda na vida. As músicas da Ocarina para adentrar nas dungeons são outras muito lembradas, serenade of water e bolero of fire por exemplo remetem bem ao ambiente que são tocadas, serenade of water tem um ritmo lento, com uma dungeon tematizada como um local de água, poucos inimigos e exigindo forte raciocínio dos jogadores casou perfeitamente com o clima daquele trecho que é lembrado até hoje pelos jogadores tanto novos quanto antigos do título como uma das melhores dungeons. 

Os controles do título foram muito bem desenvolvidos, com sistemas eficazes de controle de personagens, itens, armas, montaria, entre outras coisas, o já famoso Z-targeting que teve sua estreia no adorado OoT inventou um sistema adotado até hoje, com essa função foi possível ter lutas com espadas de uma forma muito fluida e divertida. 

The Legend of Zelda: Ocarina of Time pode já ter sido superado por outros jogos para muitos jogadores, alguns consideram Majora’s Mask, Wind Waker ou A Link Between Worlds o melhor - e eles não estão errados, pois isso é extremamente pessoal: a experiência que você teve com o jogo é o que vai definir qual deles mais te marcou. Mas uma coisa nenhum jogo da série pode tirar dele, que foi sua importância não só na série Zelda, mas na história dos jogos em geral, por conseguir transpor perfeitamente um 2D para o 3D numa época em que ninguém sabia o que agradaria os jogadores, criando novos sistemas de controles e tendo uma construção excepcional. OoT tem o posto de Zelda com a maior influência, merecido, pois foi um dos jogos mais revolucionários, bem construídos e divertidos de todos os tempos.

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