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Zelda.com.br na CCXP 2015

Nesse começo de dezembro, entre os dias 3 e 6, rolou em São Paulo a Comic Con Experience (CCXP), a maior feira de cultura pop da América Latina. Baseada no evento que acontece anualmente em San Diego, EUA, a CCXP contou com atrações dos quadrinhos, séries, filme e jogos. Esse ano decidimos participar e recebemos credenciais de imprensa da organização do evento. Esperávamos encontrar os fãs de Zelda por lá e conversar sobre o que eles acham da série. Apesar da maioria das camisetas verdes terem sido do Lanterna Verde ou do Palmeiras, achamos muitos fãs passeando por lá e falamos de assuntos diversos, como a evolução da série, o Zelda preferido, os novos jogos e outras coisas.
Vamos lá!

Procurando as camisetas verdes

Assim como é a nossa primeira vez na CCXP, muitos de nossos fãs nunca tinham ido ao evento. Ele aconteceu no São Paulo Expo, perto do metrô Jabaquara. Dentro daquele imenso galpão, foram levantados vários estandes dos mais diferentes temas. O Netflix apareceu por lá com karaokê de músicas de aberturas das séries, os artistas independentes mostravam seus trabalhos na Artists Alley, tinha um rinque de patinação para promover o novo filme da Era do Gelo. Até a equipe da Turma da Mônica estava por lá, desenhando ao vivo para a galera ver.

Como não havia nenhum estande da Nintendo, no começo foi um pouco difícil achar as camisetas de Zelda no meio de tantas outras camisetas verdes (principalmente pela vitória do Palmeiras na Copa do Brasil). No entanto aos poucos fomos encontrando discretamente as Triforces douradas estampadas.

Julio foi o primeiro que encontramos. Ele disse que Zelda é importante para ele pois é aquele primeiro jogo com que temos contato, a primeira fantasia. Quando mencionei que não estava fácil achar os fãs de Zelda, Julio disse que a época da série já passou.

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Outros fãs que eu encontrei por lá foram o Yugo e a Teresa. Eles estavam saindo do Domino's, com pizzas na mão, mas sentaram um pouco para conversar com a gente. Yugo, de 18 anos e Teresa, de 17 anos, estavam muito contentes de estarem na CCXP pela primeira vez. "Tudo isso aqui me deixa feliz, é uma felicidade tão genuína", disse Teresa. Os dois gostam muito da série e pareceram ter mais conhecimento dos jogos mais novos. Teresa começou pelo Phantom Hourglass, para DS, enquanto Yugo disse que seu primeiro foi Wind Waker, para Game Cube. Os dois disseram que Zelda é um tipo de jogo diferente dos outros de outras empresas.

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Os dois disseram que é importante relançar os jogos antigos em novas plataformas para que as novas gerações possam entrar em contato, já que os consoles antigos estão obsoletos. Yugo nunca jogou Ocarina of Time, mas sempre está vendo gameplays e speedruns do jogo

Encontrei Alexei, de 29 anos na fila da loja do Star Wars. Ele cresceu com os consoles da Nintendo e já jogou praticamente todos."Inclusive a minha namorada me deu o livro lá, o Hyrule Historia. Melhor presente que eu já ganhei". O primeiro que jogou foi A Link to the Past e depois foi conhecendo os jogos mais antigos. Ele gosta muito da evolução que a série teve, inclusive do uso do Wiimote. "Eu sei que muita gente não gosta, mas eu curto".

Rômulo, de 22 anos, foi à CCXP ano passado e voltou esse ano para ver os estandes de Star Wars e comprar alguns colecionáveis. Começou a jogar pelo Ocarina of Time, que é seu jogo preferido. "Eu tinha impressão de que ia ser um jogo curto, mas quanto mais você ia fazendo coisas, mais ia aparecendo. Marca a infância". Rômulo diz que apesar de muita gente conhecer a série, acredita que pouca gente jogue.

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Por final, ele gostou bastante da ideia da Linkle e gostaria que tivesse mais brincadeiras com os gêneros dos personagens no jogo.

A Adriana, de 24 anos, foi logo mostrando suas tatuagens quando disse que eu era do Zelda.com.br. "Eu amo Zelda. Hoje em dia não estou conseguindo mais jogar por causa do tempo, mas eu jogava muito quando eu era criança. Meu primo tinha o Majora's [Mask] e aí ele me ensinou a jogar". Ela diz que além de gostar da história, também é um jogo muito bonito e com certeza não vai se arrepender de ter feito as tatuagens.

Adriana disse que prefere os jogos mais sombrios da série, Majora's Mask e Twilight Princess e teve um pouco de preconceito quando lançaram The Wind Waker.

Fãs trabalhadores

Nem todos os fãs de Zelda foram ao evento somente para passear, encontramos alguns expondo, cobrindo e divulgando seu trabalho.

Um deles é o Felipe Sales, de 27 anos, que foi como imprensa fazer cobertura da feira que nem a gente. Ele começou a jogar Zelda pelo Ocarina of Time e confessou que tinha preconceito com os jogos 2D, preconceito que ele arrumou mais tarde. Ele gosta muito dos lançamentos para N64 e está jogando agora Twilight Princess. Agora com o futuro lançamento do Twilight Princess HD, para Wii U, ele se diz indeciso entre continuar jogando o de Wii ou esperar o novo jogo.

Felipe está gostando do Twilight Princess principalmente por ter conseguido criar a ideia de dualidade de uma forma diferente do que foi feito em A Link to the Past.

Encontrei a Julia, de 23 anos, perto da praça de alimentação de microfone de seguida por um rapaz segurando uma câmera. Ela é carioca e tem um canal no youtube chamado "Hey, Ju! Listen!". Júlia estava na CCXP para fazer material para seu canal, cujo nome claramente foi baseado na famosa fala da fada Navi, do Ocarina of Time. Ela gosta da série desde seus 9 anos, quando ganhou um N64 e a partir daí começou a conhecer mais sobre o "mundo geek".

Para ela, apesar do Ocarina of Time ter marcado bastante, Twilight Princess é melhor pela história e pela jogabilidade.

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Outra pessoa legal que encontramos por lá foi o desenhista Caio Yo, de 29 anos, que estava lá no Artists Alley divulgando seu trabalho. Ele contou que conheceu Zelda através do A Link to the Past e os jogos ajudaram a formá-lo como artista.

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Caio diz que começou desenhando muito os personagens do jogo, sendo influenciado pelos personagens e pelos monstros. Agora formado, com estúdio e editora, se afastou um pouco daqueles desenhos, embora de vez em quando faça algum fanart do jogo.

Para ele, um dos grandes atrativos da série é que ela se permite renovar e reinventar mantendo ainda uma identidade visual. Hoje em dia, The Wind Waker é um dos seus jogos favoritos. "É uma estética que quebrou um pouco com o que as pessoas estavam esperando, mas quando as pessoas se acostumam, elas conseguem ver valor naquilo. São linhas diferentes.".

Quando perguntado sobre o que ele espera para a série no futuro, ele disse que não quer que os jogos sigam uma linha muito realista, que eles não caiam em uma veia mainstream e continuem a se desafiar e se reinventar esteticamente.

Uma pessoa que estava muito empolgada para conversar com a gente era o Anderson Drumonix, do blog Back to the Future. Ele entrou em contato conosco uns dias antes dizendo que queria fazer o crossover The Legend of Zelda e De Volta Para o Futuro. Nós não podíamos perder essa oportunidade.

Encontramos o Anderson fazendo cosplay de Marty Mcfly e tirando fotos com os fãs ao lado de um dinossauro gigante. Após a sessão de fotos, fomos conversar com a figura.

Anderson gosta de Zelda desde que jogou Ocarina of Time, e considera esse ser o melhor jogo da história. Jogou tanto Twilight Princess quanto Skyward Sword e está esperando que o novo Zelda, de Wii U, seja mais parecido com Twilight Princess.

Para ele, Zelda é um jogo que você se sente na pele do personagem e não quer sair. "O cenário do Ocarina of Time, às vezes eu parava o jogo só para ficar olhando o céu, as nuvens, os vulcões".

O seu blog tem mais de 10 anos e ele sempre está indo aos eventos de Marty Mcfly, tanto para promover quanto pela admiração. Esse ano, ele fez um baile em São paulo que reuniu os fãs da trilogia dos filmes, e ele espera conseguir fazer um evento anual com esse tema, no mesmo estilo que o nosso Zelda Day.

Links, Links por toda parte

Como não poderia faltar, conhecemos cosplayers fãs da série na CCXP. Em meio a tantas fantasias de desenhos e séries, foi muito bom ver os gorros verdes e as espadas.

O primeiro deles foi o Gustavo, de 11 anos.

Ele decidiu ir de Link por gostar muito da série. Jogou Twilight Princess, Skyward Sword, Ocarina of Time e está teminando A Link Between Worlds. Teve contato com os jogos mais antigos através do NES Remix, e apesar de reconhecer que os gráficos melhoraram bastante, gosta dos mais antigos também.

A Thays Gabriella, de 20 anos, veio de Belo Horizonte para conhecer a CCXP. Fã da série, ela deu um grito quando perguntamos se podia dar uma entrevista. Thais faz cosplay desde 2010 e criou o cosplay de Link para usar no evento.

Ela gosta muito dos jogos da Nintendo e é apaixonada por Fire Emblem. Para ela, a Nintendo é uma empresa diferente das outras porque cria personagens cativantes e boas histórias, que fazem com que você se aproxime do jogo.

Decidiu vir de Link pois é o herói dela. É aquele personagem que nunca fala, mas faz ela sentir que está em uma aventura, tomando as decisões que ele precisa tomar. Além disso, Thays queria aceitar o desafio de fazer um cosplay masculino.

Mariana é uma outra Link bem animada que encontramos por lá. Não somente foi a primeira vez que ela estava na CCXP como aquele era o primeiro cosplay que ela tinha feito.

Ela começou a jogar por um dos jogos do Game Boy Color, que ela não lembra exatamente qual, e voltou a entrar em contato com a série no Wii, com Twilight Princess. Está empolgada para jogar Skyward Sword agora que está de férias da faculdade. Ela está curtindo muito os gráficos do Skyward Sword e gostou do Twilight Princess ser um jogo longo.

Quando questionada sobre fazer um cosplay de Link e não de Zelda, ela disse que não é tão atrativo para ela.

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A última cosplayer que encontramos foi a Ana Júlia, de 14 anos. Curiosamente, ela nunca jogou um jogo de Zelda, mas sempre vê pessoas jogando e tem muita vontade de jogar também. Quer começar pelo Ocarina of Time, que é o que ela tem mais contato.

É o primeiro cosplay que ela faz sozinha. Ela diz que enquanto todo mundo pensa em Mario quando falam da Nintendo, ela só pensa no Link.

Ana Júlia falou para nós que gostou da criação da Linkle e quase pensou em mudar o seu cosplay, mas o que ela queria mesmo era jogar como a Princesa Zelda. Ela defende que precisa ter uma representação feminina mais forte nos jogos e a história da princesa raptada não está colando mais. No The Wind Waker, ela estava animada com a personagem Tetra, até ela se tornar a princesa e ser raptada, como de costume. Em outros jogos, ela gosta muito da personagem Faith, de Mirror's Edge. "Eu acho ela muito badass. Ela faz tudo sozinha e não precisa de ninguém para ajudar".

Para o futuro da série, Ana Júlia quer que foquem mais na princesa Zelda e que ela seja um personagem jogável. Para ela, precisa de mais mulheres no desenvolvimento de jogos. Apesar disso já estar mudando, ainda são sempre os homens que estão lá. Mal sabia a Ana Júlia que ela estava em sintonia com a declaração que o Frank Miller, desenhista e autor de quadrinhos americano, fez no dia 6, na CCXP. "Fico feliz que a nova geração de heróis sejam mulheres"

Os pequenos heróis

Por último, uma coisa muito legal foi encontrar os novos fãs da série. Para quem achava que só gente mais velha gosta de Zelda, a nova geração está aí para mostrar que existe.

Stella, de 12 anos, estava bem animada por estar pela primeira vez na Comic Con. Adora Star Wars, jogos, séries e quadrinhos. Ela considera Zelda um dos maiores jogos que existem. Além de salvar a princesa, o Link vai ajudando todo mundo no caminho.

Ela prefere os jogos novos por causa dos gráficos e do enredo melhores, embora considere que os jogos antigos também tenham enredos bons. Ela quer que, nos jogos futuros, a série tenha mais drama e que a gente possa dar jeito no que acontecer de errado com o Link no meio do caminho.

A Fernanda, de 13 anos, já tinha ido na CCXP ano passado e estava lá pela segunda vez. Ela jogou o Ocarina of Time para 3DS e está com vontade de jogar o Majora's Mask, também para 3DS

Ela gosta de Zelda pois não curte a luta em turnos dos RPGs e porque ela encontra puzzles que não existem em outros jogos mais recentes. Ela diz que o jogo se chama Zelda porque Link não cai bem, e até por isso todo mundo fica chamando o Link de Zelda.

Encontramos os dois últimos fãs, Vitor e Pietro, ambos de 11 anos, quase na saída do evento. Era a primeira vez deles na CCXP e os dois gostam muito de Zelda. O primeiro jogo da série do Pietro foi o The Legend of Zelda original para NES. Ele disse que para a série ter continuado até hoje, o primeiro tinha que ter sido muito bom. Vitor não tinha certeza de qual tinha jogado primeiro, mas achava que era o Ocarina of Time.

Os dois falaram um pouco sobre o que eles acham dos jogos antigos comparando com os novos.

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Eles comentaram que querem que os jogos venham em português, porque fica difícil de entender a história só em inglês. Pietro comprou as HQs de A Link to the Past e com isso consegue entender um pouco melhor a história dos jogos. Vitor disse que precisam inventar novas histórias, porque estão fazendo muitos remakes.

Não esquecendo, ao final da entrevista, Pietro disse que sua cachorra se chama Zelda, que nem a princesa do jogo.

Esse foi o nosso contato com os fãs nesse ano de CCXP. Esperamos que tenham gostado de conhecer a gente tanto quanto gostamos de conhecer vocês! Esperamos poder retornar na próxima edição e encontrar ainda mais fãs (lembrem que provavelmente será perto do lançamento do aguardado Zelda U – preparem os cosplays!).
Fiquem ligados no site para próximos eventos que iremos cobrir.

Estudante de jornalismo pela ECA-USP, sou membro do site desde 2005 e entrei na equipe no começo de 2012. Comecei como Colunista, fui Redator Chefe do Zelda.com.br e hoje sou colaborador. Profundo odiador de Skyward Sword, passo boa parte do meu tempo criticando a série, irritando a fanbase.

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