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Zelda.com.br na BGS 2016

Nesta semana, ocorreu mais uma edição da Brasil Game Show (BGS), a maior feira de games da América Latina, que aconteceu no pavilhão do São Paulo Expo. Querendo trazer os maiores anúncios do mercado para o país, a feira não fez feio e conseguiu mostrar que os brasileiros também são apaixonados por jogos. A equipe do HL marcou presença, e pesar da Nintendo não colaborar conosco em não trazer uma demo de Breath of the Wild, teve bastante coisa para jogar. E também conteúdo de Zelda! Isso graças aos fãs, que não se deixaram abalar pelo afastamento da empresa e continuaram mostrando a sua paixão pela série de diversas formas. Se você não pode ir para a BGS, veja aqui um resumo do que encontramos e as nossas experiências; se caso você foi, lembre dos seus momentos e compartilhe conosco!

Os jogos

Horizon Zero Dawn

De longe foi o jogo mais aguardado da feira. Tinha uma das maiores (se não a maior) fila de espera do evento, passando fácil de uma hora (e em dias de público aberto, chegando a quase duas!). Por persistência consegui jogá-lo ainda no dia da imprensa e logo em seguida presenciei a apresentação dentro do estande da Sony. Ele se resumia ao último trailer de gameplay mostrado na E3:

Especificamente a demo se limitava à área em que Aloy consegue domar um Broadheads (ou  Cabeças-largas, como eu vi na apresentação legendada) e podia lutar contra inimigos menores. Por 10 minutos pude experimentar os controles, testar o sistema de armadilhas, os diferentes tipos de flechas e a montaria de Aloy.

Confesso que fiquei boa parte desse tempo penando com os controle para então descobrir que o comando de correr com a personagem não era o mesmo comando de montaria (Aloy corria apertando no L3, como em alguns FPS, enquanto na montaria se apertava o X, o mesmo botão de pulo, para que Aloy desse esporadas no Broadheads para que ele aumentasse sua velocidade).

Passado o empecilho inicial, devo dizer que me diverti jogando Horizon. Na apresentação fechada o produtor do jogo jogava o mesmo trecho da E3, porém com uma introdução em uma vila, onde Aloy podia interagir com os moradores e comprar itens e vestimentas com um vendedor. Suas roupas não apenas aumentam sua defesa, como possuem atributos diferentes, como porcentagem de resistência a fogo, corrupção, etc…

Mas falemos do grande robô da sala: a comparação dele com Breath of the Wild. Já vi muita gente comparando ambos por serem de mundo aberto (e tudo que esse gênero já carrega consigo), em um mundo pós-apocalítico, onde o personagem principal tem como arma principal um arco-e-flecha com diferentes tipos de flechas. Some isso ao fato de ambos saírem no mesmo ano, se nada mudar os planos.

Mesmo que eles tenham, sim, essas similaridades, Horizon e BotW nadam por mares bem distintos. A começar pelos personagens principais e sua relação com o mundo a volta.

Link mais do que nunca é uma representação do jogador. Um avatar a desbravar nessa inóspita e selvagem Hyrule, sem a necessidade de se pronunciar como personagem ou falar qualquer coisa. Aloy, por outro lado, é bastante tagarela (no bom sentido). Ela vive conversando com os personagens e ocasionalmente solta comentários quando está sozinha. Nos diálogos ela ainda pode escolher o que irá responder, no melhor estilo Mass Effect. A premissa de Horizon é descobrir quem é Aloy, porque ela foi marginalizada pelos seus semelhantes por “vir do nada” e descobrir uma verdade há muito tempo enterrada.

Outra coisa é o conceito em si. Mesmo sendo mundos domados pela natureza, e BotW já mostrar uma tecnologia antiga bastante… avançada por parte dos Sheikahs e com os Guardians, o mundo de Horizon mostra uma natureza tomada por animais-robôs (e com alguns animais naturais pelo caminho, que poderemos inclusive caçar), realizando um híbrido muito curioso e interessante. BotW se preocupa mais em mostrar uma terra mais natural e orgânica, inclusive pelo impacto do ambiente em si, com mudanças de temperatura, clima e efeitos no ambiente.

Para ser sincero, senti que Horizon está mais próximo de The Witcher 3 do que o futuro título da franquia Zelda. Apesar das eventuais semelhanças por ambos serem do gênero “mundo aberto”, eles são bastante únicos em suas premissas e conceitos, o que é excelente para cada uma das empresas.

PlayStation VR Worlds

No primeiro dia da feira eu consegui uma senha para experimentar o VR da PlaySation. Apesar de desejar muito o REZ, infelizmente me colocaram para testar um dos mini-games do PlayStation VR Worlds, chamado de London Heist. Basicamente ele me colocava em uma parte de dentro de uma van, onde inicialmente eu podia interagir com os objetos a minha frente, como copos de plástico, de refrigerante e abrir o porta-luvas, onde havia mais um copo e pentes de bala. Logo a ação começa e meu parceiro-motorista me entrega uma sub-metralhadora para acabar com os motociclistas e vans que nos atacavam.

Como minha primeira experiência com VR, devo admitir que é uma parada deveras imersiva! A câmera se movimenta bem conforme mexo minha cabeça e você fica realmente isolado no mundo mostrado no jogo. O PS VR não pesa, apenas apertou um pouco pois eu estava usando óculos por debaixo dele. E é uma tecnologia que ainda precisa ser calibrada. Quando eu deixava o controle muito perto do meu corpo, ele começa a ter falhas de detecção.

Mas fora isso, é bem interessante e fico me indagando como seria um Zelda em VR. Talvez fôssemos o Link maquinista de Spirit Tracks, interagindo com os controles do trem enquanto atacávamos monstros com nosso canhão e outras armas?

Final Fantasy XV

Estava bastante difícil conseguir jogá-lo nas estandes mais famosas, mas eis que na sexta descubro que havia duas estações desse jogo na Saraiva com filas bem mais convidativas. Aproveitei e testei lá a demo do Titan Trials.

Como imaginei, o estilo dele lembra bastante o de Kingdom Hearts, com destaque para o sistema de warps que o jogo te incentiva usar, o de se teletransportar constantemente. Há um sistema de troca de armas bem rápido e um outro de ataques combinados com os parceiros de Noctus que parece interessante, mas acredito ter usado muito mal esse sistema. Como sou fã de Kingdom Hearts (e, para quem não sabe, quem era o diretor do jogo antes do Tabata assumir era o diretor de KH Tetsuya Nomura, por isso as similaridades), eu me senti em casa com o gameplay, um estilo de RPG de ação bem rápido e fluído que não se vê todo dia.

Outras Coisas

Pude experimentar outros jogos que estavam lá sendo mostrados, como Gravity Rush 2 (o sistema de gravidade é impressionante e incrível! Além do estilo artístico bem bacana), 99Vidas (um beat ‘em up honestíssimo, ao estilo do jogo do Scott Pilgrim), Gears of War 4 (que é só o melhoramento da fórmula já usada pela franquia, com pontuais novidades) e Trajes Fatais (um jogo de luta indie ainda em desenvolvimento que utiliza personagens do folclore brasileiro como lutadores, bastante fluído, especialmente nas animações e no sistema de combo). Queria poder ter experimentado outras coisas, mas saí mais satisfeito do que esperava.

Os fãs

Encontrar os fãs sempre é uma experiência única. Pois a comunidade é dedicada, e se mostra cada vez mais empenhada em trazer mais pessoas para a série. Infelizmente a Nintendo não trouxe Breath of the Wild para a BGS, mas mesmo assim, pudemos encontrar estes fãs que se mostram mais felizes que nunca. Eles estavam em todo canto, desde nas filas do estande da Sony, nas pistas de dança em Just Dance 2017 ou lá nos indies games.

Tentamos conversar com eles e fizemos diversas perguntas sobre os jogos da feira e sobre a série Zelda também. Para muitos, era a primeira vez na BGS, e eles pareciam estar gostando de um evento grande deste tipo acontece no Brasil. Todos lamentaram a Nintendo não estar presente e possuíam expectativas altas para o NX. Mesmo assim, encontramos pessoas que estavam mais receosas com o novo console, explicando que se sentiram decepcionadas com o Wii U e não querem ter suas expectativas abaladas novamente com o novo console, então preferem esperar para ver no que vai dar. Curioso que encontrei um expositor na fila de Final Fantasy XV, no estande da Sony, com uma tatuagem da Triforce. É Zelda atravessando barreiras.

É incrível a diversidade de fãs que encontramos lá. Havia tanto crianças de 10 anos dizendo que preferem os jogos clássicos da série – inclusive um garoto que tinha um Game & Watch do Super Mario Bros – quanto adultos falando sobre suas memórias com os títulos mais recentes como Twilight Princess e Skyward Sword. Mesmo Ocarina of Time sendo unanimamente um grande jogo para a série, sempre mencionavam também um título diferente. Majora’s Mask foi um dos mais citados, por sinal.

Encontramos muitos itens de Zelda à venda, como um livro dedicado em explicar o personagem Link e suas diversas iterações (acompanhado de outros artigos de três personagens diferentes),  que inclusive cita o Zelda Day! Falando no ZD, encontramos muitos itens que foram vendidos no evento ano passado lá na BGS, como um pote de fada e leite, além de diversas poções. Infelizmente, o conteúdo relacionado a série se focava nas bijuterias, tendo poucas camisas focadas em Zelda. Mesmo assim, isso mostra o potencial que a série demonstra mesmo sem a Nintendo estar oficialmente no país.

Esse foi um resumo dessa nossa aventura na BGS. Em breve teremos no site muito mais conteúdo do que fizemos por lá, como fotos, vídeo e até mesmo um podcast. Fiquem ligados!

Se você conversou com a gente por lá, deixa um comentário aqui ou na nossa página no Facebook. Agradecemos a todos os fãs da série que estão aí mantendo ela viva e ativa no Brasil!

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Texto escrito por Samir Fraiha (Twero), Matheus Monteiro e Ricardo Kuraoka (Delavu)

Perfil institucional do Zelda.com.br.

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