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Tri Force Heroes (3DS)

A experiência multijogador em Zelda sempre foi algo para se pensar. Desde Four Swords, lançado junto do port de A Link to the Past para o GBA, a Nintendo mostrou que era possível desenvolver uma jogabilidade conjunta que tivesse uma cara de Zelda. A questão sempre foi mais simples na época do GBA e GameCube — esses jogos, praticamente spin-offs, nunca chegaram antes ou durante a construção de expectativa para um jogo principal da franquia. Entretanto, Tri Force Heroes sofreu disso em seu lançamento.

Passados alguns meses da data, aproveito o espaço para mim cedido para falar um pouco de equívocos que talvez tenha cometido em minha avaliação inicial, embasada em um ódio relativo pelo status como “tapa-buraco” que pensava ter em Tri Force Heroes.

Não que os defeitos do jogo — no caso, sua jogabilidade single player ser horrível e a progressão das fases não ser exatamente fluida — não existam. Longe disso. O ponto é: o game se vendeu como uma experiência multiplayer, e nisso, ele é absurdamente bom.

A fluidez das fases, construída com um óbvio kishotenketsu meio estranho se analisado de forma solitária, é perfeita para a experiência com amigos. Tenho boas memórias com meus amigos, e não é coisa de uma fase ser melhor que a outra: a cooperação em todas permite experiências únicas. É algo que, por exemplo, explorar cachoeiras na entrada do Forest Temple ou andar pelos vulcões do Fire Temple permitem de forma marcante: perceber como cada jogador se manifesta e se comporta.

Todos, afinal, temos grandes lembranças de sessões com nossos amigos, não é mesmo? Do futebol ao Mario Kart, sempre aproveitamos para tirar sarro do amigo que não sabe jogar ou que cometeu um erro absurdo. Tri Force Heroes consolida isso mais que Four Swords: a formação de Totens, o uso de armas nessa formação — tudo permite que cada jogador tenha seu papel próprio e com sua margem de erros. O jogo acaba sendo incrível por ser tão pessoal, dependendo das pessoas com as quais você jogou.

As várias roupas que dão poderes diferentes adicionam certo tom de comédia, mas a característica estratégica do uso de cada uma era algo incrível e empolgante. A comunicação por meio dos stickers era dinâmica. Um jogo cooperativo impressionante e que consegue executar perfeitamente sua proposta.

Por mais que a impressão de tapa-buraco seja forte graças à falta de informações de Breath of the Wild pré E3, ainda assim fico feliz de Tri Force Heroes existir. É um ótimo jogo que recomendo ser apreciado por todos, principalmente se você tiver companhia.


Esse post é parte da série 30 Anos dA Lenda, um especial feito por um texto sobre cada jogo da série Zelda vistos hoje em dia. Cada texto é assinado por um autor, HLs ou convidados especiais

Estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no GameBlast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.

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