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Oracle of Seasons (GBC)

“O outono é sempre igual”? É, o outono, aquela estação amena, nem frio nem calor. Folhas ao vento, brisa fresca de fim de tarde…, mas não é bem o que vem ocorrendo nos dias de hoje. Muito calor ou muita chuva, dependendo de qual local do Brasil você esteja. Será que Link e seu Bastão das Estações têm a ver com essa loucura que estamos vivendo com o clima deste ano?

Pois é disso que se trata The Legend of Zelda: Oracle of Seasons, para o Game Boy Color. Da parceria da Nintendo com a Capcom só poderia sair coisa boa, não é verdade? Pois foi isso mesmo que aconteceu. Oracle of Seasons e Oracle of Ages foram lançados para o GBC em 2001, depois de uma tentativa de criar um remake de Zelda do NES, também para o GBC, que fora logo cancelado dando lugar aos novos Oracles.

Uma novidade dessa dupla de games era a conexão entre eles, que libera acesso a novos arquivos da história de ambos os jogos e um novo final de tirar o fôlego. Não importa por qual dois jogos você começa. Ao chegar ao seu fim, você irá liberar um código de acesso que poderá ser utilizado game seguinte, como se fosse uma espécie de continuação do jogo anterior. Imagine a loucura naquela época. Dois jogos conectados (realmente conectados, Pokémon não conta), de forma a tornarem-se um só, liberando novos segredos.

Não me lembro exatamente o motivo, mas meus amigos sempre me recomendaram jogar Ages antes de Seasons, provavelmente dada a dificuldade mais elevada de Seasons, que foca mais em puzzles e labirintos que Ages, focado mais na ação. Diz a lenda que o remake de Zelda (NES) que estava sendo criado pela Capcom foi totalmente remodelado para dar lugar a Oracle of Seasons. Talvez por conta disso, Holodrum, terra onde se passa toda a trama de Seasons, seja tão parecida com a Hyrule que conhecemos do primeiro Zelda. Mas o que me foi recomendado foi exatamente o que não fiz! Consegui um cartucho de Oracle of Seasons emprestado e fui me aventurar pelas terras daquela que não era Hyrule.

Na realidade, naquela época, ainda conhecia muito pouco do mundo de Zelda e mal havia me aventurado por Hyrule de Ocarina e Termina, quando comecei minha jornada por Holodrum. E lá estava ele, Link galopando em sua Epona, quando é chamado pela Triforce para uma missão em uma terra distante. Lá ele encontra Din, um oráculo de nome inspirado na Deusa do Poder. Ela é capturada por Onox, o General das Trevas, abalando todo o clima das estações da região. E lá fui eu, seguindo de templo em templo, em busca da mocinha dançarina, recuperando os pedaços do Bastão das Estações, este que poderia mudar as estações do ano, liberando novos locais antes inacessíveis e, como de costume, colecionando rúpias e pedações de corações. E como qualquer jogador que se preze, naquela época, terminei o game com a ajuda de um guia que eu tinha em uma revista de videogame, coisa rara hoje em dia. No entanto, nunca me atentei à história do jogo, pois o idioma atrapalhava bastante e, infelizmente, não tive acesso ao cartucho de Oracle os Ages naquele tempo, até que…

Quando ambos os jogos foram relançados para o Virtual Console do 3DS, não pensei duas vezes em meter minhas mãos nos dois. Começando por Oracle of Seasons, como nos velhos tempos, desta vez pude apreciar toda a lenda por trás do jogo e, de quebra, terminar Oracle of Ages conectando-o ao game anterior e descobrindo segredos pós fim de jogo, mas essa história fica para outra ocasião.

Desta vez tive uma imersão maior com o game e seus personagens, familiarizado com a Lenda, encontrando rostinhos conhecidos como Impa e Tingle e entendendo de forma mais completa seus papéis no jogo. Um prato cheio para quem, agora, se tornou um fã de carteirinha da saga de Link, Zelda e Ganondorf. E o jogo é fantástico para qualquer fã que curta um bom quebra-cabeça. Vários colecionáveis e dungeons de arrepiar, com chefes que seguem aquele velho esquema de usar seus novos itens para acertar seus pontos fracos, mas todos de forma criativa, que só a Capcom junto com a Nintendo poderiam imaginar. Com uma grande variedade de itens, que vão desde uma pena (daquela que Mario usa para voar) para Link poder saltar, até uma luva magnética para atrair ou repelir objetos metálicos. Se ainda não jogou, jogue! E depois venha me contar se gostou mais de Seasons ou Ages (#teamseasons). Um clássico instantâneo do GBC e excelente maneira de comemorar esses 30 anos da Lenda. Aproveite para dançar com Din e invocar seus poderes da Natureza!

 

Esse post é parte da série 30 Anos dA Lenda, um especial feito por um texto sobre cada jogo da série Zelda vistos hoje em dia. Cada texto é assinado por um autor, HLs ou convidados especiais.

Aluno de mestrado em Física pela UFSCar e vive antenado no mundo dos games desde que ganhou seu primeiro console em 1994. Apaixonado por tecnologia, design e ciência, é redator do GameBlast desde 2011.

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