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A Link to the Past (SNES)

Só lá por 1995 que eu fui conhecer Zelda, já no SNES quando um amigo meu me chamou pra mostrar um jogo que ele tinha alugado e que era muito diferente.

Até então video game pra mim era Mario, Sonic, DOOM, Street Fighter e as vezes FIFA (ainda sem numeração). E esse jogo que ele me mostrou não tinha nada a ver com nenhum desses. É bem fácil de explicar todos esses, ou pelo menos é bem fácil de explicar o que você faz neles: em Mario e Sonic você corre e pula, em DOOM você atira nos bichos, Street Fighter você enche o outro cara de porrada e em FIFA você chuta uma bola, agora o que exatamente você faz num Zelda? COISA PRA CARALHO!

Tudo bem que eu estou simplificando um pouco mas é verdade, Zelda é um jogo relativamente complexo e na época eu não conhecia nada com tantas possibilidades. E conforme eu ia avançando no jogo, essas possibilidades iam aumentando. Cada novo item criava uma mecânica nova que abria novas áreas que traziam novos conceitos que iam me deixando cada vez mais maravilhado. Como assim eu precisava de um livro pra traduzir a entrada de um templo? Como assim eu precisava de uma bota pra correr e derrubar esse livro? Como assim agora que eu achei que ia salvar a princesa e terminar o jogo abriu um mundo novo com mais sete templos!?!?!?

Até hoje os jogos da série Zelda ainda são bem ambiciosos e complexos mas foi em A Link to the Past que eles realmente começaram a ser assim. Sem as limitações do NES, Hyrule não precisava mais ser tão vazia, os vilarejos não precisavam ser todos genéricos, o mundo podia ter NPCs, Link agora podia andar na diagonal e girar a espada, uma dungeon podia ter vários andares e uma entrada com formato de tartaruga. O jogo agora podia tentar contar uma história mais bem elaborada e a Triforce finalmente tinha 3 partes fazendo juz ao nome.

Algumas dessas coisas podem parecer pequenas mas ajudam a ligar todas as grandes partes que fazem A Link to The Past ser bom como ele é. Porque Zelda não é uma coisa só, é todo um conjunto. As dungeons, os puzzles, os itens, os segredos, a sensação de aventura, é dificil definir o que exatamente compõe um Zelda e até talvez seja por isso que mesmo com todo o sucesso são tão raros os clones da série, mas é fácil ver que todos os elementos já estavam ali em A Link to The Past, cada um dando o seu melhor mas ao mesmo tempo se complementando, como pedaços da triforce.

O meu primeiro Zelda também foi o jogo que me mostrou que jogos podiam ser muito mais do que eu imaginava. Mais do que só correr, pular e atirar, eles podiam ter todas essas coisas e ainda deixar você chutar uma bola se você quisesse. Realmente A Link to The Past era um jogo muito diferente.

 


Esse post é parte da série 30 Anos dA Lenda, um especial feito por um texto sobre cada jogo da série Zelda vistos hoje em dia. Cada texto é assinado por um autor, HLs ou convidados especiais.

co-criador do GAMESFODA, brother indie e às vezes zeldero.

Twitter: @homembarata

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