Voltar ao topo

A Link Between Worlds (3DS)

A Link Between Worlds é definitivamente um jogo que merece destaque. Enquanto o 3DS (ainda) esbanja belos títulos em três dimensões, o game original da franquia Zelda para o portátil nadou contra a correnteza e trouxe de volta aquela longínqua, porém boa, sensação dos primeiros jogos em 2D. Só que melhor.

Para brincar com o sentimento de nostalgia de fãs de longa data, a Nintendo fez questão de buscar inspiração lá dos seus primeiros passos pela lenda — do terceiro, para ser específico. Tamanha foi a homenagem que o mundo de Hyrule pelo qual a história se passa foi o mesmo do clássico A Link to the Past, para o Super Nintendo. Como as referências não poderiam ficar só no mapa caracterizado fidedignamente na nova versão —, a empresa colocou em tela um visual que em muito lembra o jogo mais antigo, mas ao mesmo tempo parece moderno, em um mundo vivo, cheio de cores e com um charme que não se vê em muitas obras por aí. Para os jogadores mais velhos, era como estar jogando o ALTTP novamente, só que com uma nova história, mais bonito e melhor tecnicamente em todos os aspectos.

Por sinal, a história, quando analisada de forma mais detalhada, faz o jogador pensar bastante sobre todos os anos de Legend of Zelda e quão rico é o universo da franquia. Sem fugir do maniqueísmo característico, A Link Between Worlds vai um pouco além e (Nota do editor: cuidado, spoilers até o fim do parágrafo) traz uma vilã com história e, principalmente, motivação. Ao visitar Lorule — o mundo das sombras da vez — o jogador tem conhecimento de que a Princesa Hilda, contraparte da Princesa Zelda, junta­se ao vilão apenas para tentar salvar seu próprio reino. Ver o desenrolar dos acontecimentos é interessante e instigante, prendendo o jogador e fazendo-­o se importar também com o reino de Lorule.

O que dizer, então, das músicas? Composições originais contrastam com os incríveis arranjos orquestrados de Skyward Sword (título original anterior a ALBW), porém nem de longe isto é um ponto negativo. Com charme próprio, as músicas fazem grande uso de instrumentos de corda e de sopro, o que faz com que até as mais antigas, rearranjadas, tragam boas sensações e deem o tom ideal para o jogo.

A cereja do bolo, por sua vez, certamente é o gameplay e a saída da zona de conforto (em relação aos outros jogos da série). A ideia genial dos produtores foi fazer com que os itens importantes pudessem ser alugados ou comprados conforme a vontade do jogador, o que permitiu que as dungeons pudessem ser feitas em qualquer ordem, uma quebra na linearidade que há muito era pedida pelos fãs veteranos.

Cada um dos itens conseguidos eram melhorados conforme o jogador encontrasse os maiamais perdidos, espalhadas por toda Hyrule — e Lorule. O melhor: também na ordem escolhida pelo jogador. O mais interessante era que, para buscar os pequenos animais fofinhos, o jogo exige bastante uso do que foi a maior propaganda do período de promoção da obra: a transformação do protagonista em uma pintura, permitindo­o se deslocar horizontalmente pela parede. A nova mecânica trouxe quebra­cabeças inteligentes e acrescentou muito à extensão do universo de A Link to the Past.

Se você ainda não teve a oportunidade de jogar A Link Between Worlds, não perca tempo e jogue-o, pois este certamente é um título obrigatório do 3DS e que influenciará os próximos trabalhos na franquia The Legend of Zelda.


Esse post é parte da série 30 Anos dA Lenda, um especial feito por um texto sobre cada jogo da série Zelda vistos hoje em dia. Cada texto é assinado por um autor, HLs ou convidados especiais

Amante de jogos eletrônicos desde que bateu os olhos em alguns pixels do NES. Hoje leva a sério as disputas de Mario Kart mas tem um (enorme) espaço no coração reservado à franquia Zelda. Já jogou e rejogou quase todos os games da franquia e mal pode esperar pelo lançamento do Zelda U.

Comentários

  • Popular
  • Recente
  • Enquete
Ontem à noite, dia 07/12, ocorreu a edição 2017 do The Game...
sex, 08/12/2017 - 10:26
Estávamos todos esperando uma data de lançamento para o segu...
sex, 08/12/2017 - 01:19
Ao longo dos anos que o evento Zelda Day é realizado em outr...
seg, 04/12/2017 - 22:41
Duração: 3 h 00 min 34 s YouTube Download mp3 (125 MB)...
dom, 03/12/2017 - 21:44
O que mais te empolgou em Breath of The Wild?